Fundador da rede social reconhece que a empresa é "muito mais jovem" que as firmas citadas

O empresário americano Mark Zuckerberg, fundador e presidente da popular rede social Facebook, reconhece ser um admirador de empresas como Amazon, Apple e Google, em entrevista publicada na sexta-feira (13) pelo "The Wall Street Journal".

Zuckerberg retorna à Universidade de Harvard, anos depois de criar o Facebook em seu quarto no campus
Reuters
Zuckerberg retorna à Universidade de Harvard, anos depois de criar o Facebook em seu quarto no campus
"A Amazon é um bom exemplo de empresa que foca no longo prazo e aceita margens menores no curto prazo", afirmou o bilionário nova-iorquino. No caso da Apple, fundada pelo já falecido Steve Jobs, o presidente do Facebook destacou que é uma empresa "maravilhosa" em termos da qualidade dos produtos que desenvolve.

"E o mesmo penso do Google", acrescentou Zuckerberg, que com 27 anos é um dos jovens mais ricos do planeta, com uma fortuna avaliada em US$ 17,5 bilhões (cerca de R$ 31,24 bilhões), segundo a revista "Forbes".

Questionado se coloca o Facebook no mesmo nível das empresas que admira, Zuckerberg respondeu que acredita chegará a esse patamar "algum dia", mas reconheceu que por enquanto a popular rede social é "muito mais jovem" e com menos empregados que essas firmas.

O bilionário lembrou que seu objetivo nunca foi formar a empresa mais rentável, e sim levantar um negócio bem-sucedido no longo prazo, o que "foi claramente a estratégia adequada".

Sobre a transformação do Facebook nos últimos anos, Zuckerberg disse que inicialmente projetou a rede social "como um produto, e não como um negócio", mas depois ficou claro que uma empresa é uma boa plataforma para envolver muita gente em uma missão.

"Nossa missão é conectar as pessoas", acrescentou o empresário, para quem o sucesso de um negócio sólido é ter parceiros interessantes, desenvolver bons produtos e apreciar a importância de crescer a um ritmo determinado para atrair o tipo de pessoas que precisa.

O Facebook, que atualmente conta com 800 milhões de usuários, planeja lançar-se à bolsa de valores no segundo trimestre deste ano e arrecadar US$ 10 bilhões (R$ 17,8 bilhões) com uma oferta pública de venda de ações (OPV) que avaliaria a empresa em mais de US$ 100 bilhões (R$ 178,5), segundo o "The Wall Street Journal".

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