Empresa se junta a Wikipedia e diversos blogs que planejam protesto contra SOPA para amanhã (18)

O Google anunciou hoje que, a partir de amanhã, os internautas que acessarem sua página de busca poderão ter acesso a um manifesto, que mostra que o Google é contrário à aprovação dos projetos de lei SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act), que está em discussão no congresso americano. Com o protesto, o Google - responsável por alguns serviços de internet mais usados em todo o mundo - se junta a algumas empresas que protestarão amanhã contra o projeto, como Wikipedia.

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Apesar de anunciar o protesto para amanhã, o Google não interromperá seus serviços, como já anunciado por um grupo de sites, entre eles a própria Wikipedia (que tirará a versão americana do ar por 24 horas amanhã) e Reddit e Boing Boing (ambos ficarão fora do ar por 12 horas a partir das 8h00 de amanhã). Segundo o Google afirmou ao jornal The Washington Post , o site de busca não ficará do ar, porque será importante para veicular informações sobre os perigos do SOPA para o grande público.

"Assim como várias empresas, empreendedores e internautas, nós somos contra esta ação, porque elas são uma forma inteligente para desligar sites de internet estrangeiros, sem que empresa americanas sejam chamadas a censurar a internet", disse o Google, em comunicado. "Então, amanhã, nós vamos nos juntar a outras empresas de tecnologia para destacar este problema em nossa página inicial."

O Twitter é outra empresa que, apesar de estar contra o SOPA, afirmou que não desligará o microblog como forma de protesto. "Não desligar nosso serviço não quer dizer que não temos um posicionamento claro sobre o problema. Temos sido muito claros em relação a nossa postura sobre o SOPA", disse Dick Costolo, CEO do Twitter, por meio de sua conta no microblog. Para ajudar na discussão sobre o assunto, Costolo afirmou que sua equipe está pensando em maneiras de usar o próprio Twitter.

Publicidade contra SOPA

Nesta terça-feira, a NetCoalition, grupo de empresas anti-SOPA que reúne Google, Yahoo, Amazon, eBay e Wikipedia - começaram a veicular uma série de anúncios, no rádio e em jornais e revistas dos EUA, em que alertam para os perigos do projeto de lei, que deve ser votado em fevereiro. O argumento do grupo é de que, ao dar o poder ao governo americano para desligar sites com conteúdo que infringe a lei americana de direitos autorais, empreendedores e outras empresas serão impedidos de inovar.

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