Google não revela unidades vendidas, mas enfatiza o bom desempenho do sistema no País

Em 2012, a expectativa do Google é que a América Latina se torne um dos maiores mercados para smartphones com Android em todo o mundo. É por isso que o brasileiro Hugo Barra, gerente de produtos móveis do Google e um dos responsáveis globais pelo Android, está viajando cada vez mais para seu país de origem. “O número de aparelhos com Android ativados no Brasil aumentou 400% no último ano e já estamos vendo os preços caírem”, diz Barra. No ano passado, foram vendidos 10 milhões de smartphones no País .

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Queda de preços ajuda a popularizar Android no Brasil
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Em conferência online durante o Google GPS 5.0, evento realizado nesta semana em Santiago (Chile), Barra contou que está fazendo reuniões com diversas empresas brasileiras, entre fabricantes de aparelhos, operadoras locais e até bancos, para descobrir formas de melhorar a experiência dos usuários da região com Android.

Uma das estratégias, segundo ele, será oferecer o de fazer a cobrança por aplicativos e outros conteúdos vendidos por meio do Google Play direto na fatura enviada pela operadora aos clientes. Isso eliminaria a necessidade de criar uma conta e fornecer o número do cartão de crédito para fazer o cadastro. “Isso vai aumentar o acesso ao conteúdo digital de uma maneira incrível”, disse Barra.

Atualmente, o Google Play, que entrou no ar no início de março e reúne o antigo Android Market e outros serviços , permite que brasileiros baixem apenas aplicativos. Nos próximos meses, segundo Barra, outros conteúdos como livros serão oferecidos no País, mas o executivo não divulgou a data do lançamento. Nos Estados Unidos, o Google Play oferece aplicativos, músicas, filmes e livros.

Tablets ainda são mercado “pequeno”

A grande popularidade do Android nos smartphones, no entanto, não tem impulsionado a venda de tablets com o sistema. Estudo recente realizado nos Estados Unidos pela consultoria IDC mostra que os tablets com sistema operacional do Google representam de 45,9% do mercado – sendo que 16,8% é dominado pelo tablet Kindle Fire, da Amazon, que usa uma versão proprietária do Android. Com isso, a participação dos tablets que usam o Android do Google cai para menos de 30% do total.

“O mercado de tablets ainda é um mercado de nicho se comparado ao de smartphones, cerca de dez vezes maior”, disse Barra, durante a apresentação. “Os fabricantes ainda estão testando a melhor combinação para oferecer o consumidor, mas é uma questão de tempo para o Android alcançar êxito neste mercado.”

*A jornalista viajou a convite do Google

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