Com 100 milhões de usuários em todo o mundo, rede social “não está pronta” para integração, segundo executivo do Google

Usuários do Google+, principal rede social do Google, que estão ansiosos por integrar sua conta com outros serviços, como Twitter, terão que esperar mais algum tempo. Em conferência durante o Google GPS 5.0, evento realizado esta semana em Santiago (Chile), Bradley Horowitz, vice-presidente de produtos sociais do Google, afirmou que a equipe do Google ainda levará algum tempo para terminar as interfaces de programação de aplicativos (APIs) do serviço.

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Horowitz: Google+ é mais do que rede social
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Horowitz: Google+ é mais do que rede social
“Queremos fazer essa integração de uma forma que os outros serviços não atrapalhem a experiência do usuário no Google+”, disse Horowitz.

O executivo afirmou que, apesar dos pedidos dos usuários, alguns recursos ainda levarão algum tempo para aparecer, já que “o Google está comprimindo anos de desenvolvimento de redes sociais em alguns meses”. O Google+ foi lançado em junho de 2011, mas aberto ao público em geral em setembro.

Plataforma única

Durante a conferência, Horowitz também afirmou que o objetivo do Google com o Google+ “não é de criar um produto separado”, mas de adotar a rede social como uma camada que permeia todos os produtos da empresa, desde o Gmail até o Google Docs. “As indicações que temos sobre o produto é de que está indo muito bem. A adoção superou todas as nossas expectativas”, disse Horowitz.

Segundo o Google, o Google+ possui atualmente cerca de 100 milhões de usuários ativos , mas a empresa não divulga o critério exato para considerar um usuário ativo. Como o produto funciona integrado com a maior parte dos outros serviços, é possível que ao acessar um dos produtos do Google este usuário seja contado como usuário da rede social.

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Além de ter menos usuários do que o Facebook, o Google+ ainda batalha para manter os usuários mais tempo conectados ao site. Dados divulgados em março pela comScore mostraram que, enquanto os usuários do Facebook ficam cerca de 7 horas conectados por mês, o tempo gasto no Google+ ficava em apenas 3 minutos.

Entre as estratégias para mudar esse quadro está a divulgação da ferramenta Hangouts, que permite fazer videoconferências com amigos por meio da web, de maneira similar ao Skype. “Com o Hangouts, as pessoas podem ficar meia hora conversando com os amigos e nem perceber”, disse Horowitz durante a conferência.

Para Horowitz, o Hangouts deve se tornar um dos recursos mais usados pelos internautas, principalmente pelos usuários de smartphones e tablets. “As pessoas não querem apenas publicar detalhes banais do dia a dia para todos os amigos, elas querem se comunicar de uma forma que possam escutar a voz e ver as expressões faciais dos amigos”, disse o executivo.

Integração com buscador foi criticada

Realizada no início deste ano, a integração do Google+ com a página de buscas do Google foi criticada pelo Twitter e outras empresas.

Com a integração, informações publicadas por amigos na rede Google+ passaram a aparecer também nas buscas do Google, dando mais visibilidade à nova rede.

O Twitter criticou a medida , afirmando que a integração prejudicaria concorrentes do Google+ e nem sempre forneceria os melhores resultados. Na visão do Twitter, o serviço é a principal plataforma para divulgação de informações em tempo real da internet.

* A jornalista viajou a convite do Google
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