Para analistas, compra do Opera pode ser solução rápida para investir em um navegador próprio

Reuters

OSLO - As ações da Opera Software, dona do navegador Opera, dispararam em mais de 20% nesta terça-feira (29), com os rumores de que o Facebook negocia a compra da empresa. Analistas dizem que a concorrência do Google e outros interessados podem elevar o preço de uma transação a mais de US$ 1 bilhão.

A tecnologia da Opera, acompanhada por sua base de 170 milhões de usuários do navegador Opera Mini, propicia à empresa um forte relacionamento com fabricantes de celulares e operadoras de telefonia móvel.

O Facebook vem enfrentando dificuldade para gerar receita com o crescente tráfego que recebe de aparelhos móveis, e adquirir a Opera poderia ser uma solução mais rápida do que criar plataforma própria ou desenvolver um navegador, acrescentaram os analistas.

"Adquirir a Opera seria sensato para o Facebook de muitas maneiras. Isso ampliaria a limitada experiência da empresa no campo dos aparelhos móveis, ajudaria com seu problema de monetização, permitiria que retivesse os criadores de jogos que vêm deixando a rede social devido à falta de uma plataforma para software móvel e aumentaria a capacidade do Facebook para direcionar publicidade", avaliou a Arctic Securities.

A empresa complementaria o Facebook de forma tão perfeita que os analistas consideram que isso o forçaria a pagar um considerável ágio.

O DNB, maior banco norueguês, estima que o valor de aquisição teria de ser duas vezes mais alto que o fechamento de 68,6 coroas das ações da Opera na sexta-feira, o que avalia a companhia em 1,35 bilhão de dólares, enquanto o Danske Bank prevê preço de entre 50 e 60 coroas por ação, ou entre US$ 1 bilhão e US$ 1,2 bilhão.

Às 7h21min, horário de Brasília, as ações da Opera estavam sendo negociadas a 40,1 coroas, com alta de 16,9%, o que implica em valor de mercado de 800 milhões de dólares para a companhia. Os executivos da Opera se recusaram a comentar.

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