Hacker russo divulgou ataque por meio de fórum na web, mas empresa ainda não confirmou invasão

LinkedIn possui 7 milhões de usuários no Brasil
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LinkedIn possui 7 milhões de usuários no Brasil

O LinkedIn, rede social voltada para relacionamentos profissionais, anunciou nesta quarta-feira (6) que está investigando uma possível invasão em seus servidores que pode ter exposto as senhas de 6,5 milhões de usuários.

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As senhas supostamente roubadas são criptografadas, mas Per Thorshein, pesquisador russo na área de segurança, alertou que os hackers publicaram os arquivos na web para pedir ajuda para descobri-las.

O LinkedIn publicou uma mensagem às 10h por meio de sua conta oficial no Twitter para avisar que investigaria o problema e divulgaria novidades em breve. Até o momento, a empresa não confirmou oficialmente o ataque. Ao meio-dia, a equipe do LinkedIn informou por meio do Twitter que continuava a investigar o caso e não havia chegado a nenhuma conclusão até o momento.

Em entrevista ao iG , Fábio Assolini, analista de malware da empresa de segurança Kaspersky no Brasil, explicou que o roubo dos dados, se confirmado, pode ter ocorrido por meio de uma invasão de hackers ao site do LinkedIn ou por meio de trojans que coletam senhas de usuários que possuem computadores infectados. No primeiro caso, o ataque teria permitido o acesso dos hackers ao banco de dados da rede social.

Atualmente, o LinkedIn possui cerca de 150 milhões de usuários. Apesar de o possível roubo afetar apenas uma pequena porção do total de pessoas conectadas à rede social, o problema ainda afeta uma grande quantidade de usuários em todo o mundo. No Brasil, atualmente o LinkedIn reúne mais de 7 milhões de usuários.

Como se proteger

Embora o LinkedIn ainda não tenha confirmado o roubo das informações, a recomendação inicial dos especialistas em segurança para os usuários é a troca imediata da senha de acesso ao site. "Caso a senha atual do usuário seja usada em outros serviços, recomendamos que o usuário troque todas as suas senhas", diz Assolini.

Assolini também alerta os usuários para ficarem atentos a e-mail enviados por remetentes do LinkedIn, como pedidos para troca de senha ou atualização de dados cadastrais. Os cibercriminosos podem usar os dados dos usuários roubados para criar ataques de phishing, isto é, que imitam e-mails e sites de fontes confiáveis para roubar informações dos internautas.

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