Com fim do suporte do Flash Player ao Android, Adobe muda foco do mercado de dispositivos móveis

Os smartphones e tablets que saírem de fábrica com o Android 4.1 ou Jelly Bean, além dos que forem atualizados, não poderão exibir conteúdo em Flash. Segundo comunicado publicado no site oficial da Adobe, a empresa não investirá no aplicativo do Flash Player para Android a partir da próxima versão.

Na mensagem publicada , a empresa também recomenda que os usuários que pretendem atualizar seus aparelhos para a próxima versão do Android tomem o cuidado de desinstalar o Flash Player antes. "Se o Flash Player estiver instalado em um aparelho atualizado para o Android 4.1, este pode apresentar comportamente imprevisível, já que o aplicativos não é certificado para uso neste sistema", diz a Adobe.

A partir de 15 de agosto, a empresa também limitará as atualizações do aplicativo por meio do Google Play para apenas os dispositivos que já são usuários. Com isso, somente as pessoas que já tem o aplicativo instalado no smartphone ou tablet com Android continuarão a receber suporte. "O aplicativo não estará mais disponível para download a partir desta data", diz a Adobe.

Flash diz adeus a plataformas móveis

Desde o lançamento do iPhone, o Flash Player da Adobe começou a perder espaço nos dispositivos móveis. Steve Jobs, cofundador e ex-CEO da Apple falecido em outubro de 2011, era publicamente contra o suporte ao Flash no iPod Touch, iPhone e iPad. Entre as razões de Jobs, apontadas em uma carta aberta, estava o alto consumo de bateria do Flash e problemas em aplicativos com tecnologia multitoque.

Quando os primeiros dispositivos com Android foram lançados, o suporte ao Flash era apontado como uma das vantagens dos produtos. Contudo, com o tempo, usuários e desenvolvedores perceberam as desvantagens da tecnologia e passaram a dar prioridade para aplicativos e exibição de conteúdos por meio do HTML5, que é de código aberto.

Com o fim do suporte ao Flash Player no Android, a Adobe deixa de lado o mercado de dispositivos móveis. Em novembro de 2011, a empresa já havia recomendado aos desenvolvedores que concentrassem esforços em criar aplicativos em HTML5, pois o abandono do Flash em dispositivos móveis fazia parte de uma grande mudança de estratégia na empresa.

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