Preço dos novos notebooks mais finos e leves ainda impede que os novos modelos se tornem populares no mercado americano

Valor Online

Promovidos pela Intel desde meados do ano passado, os ultrabooks, notebooks finos e leves que podem ser usados como tablets, vão demorar a se tornar uma categoria de produtos, na avaliação de Hans-Jürgen Werner, diretor de vendas para o segmento de empresas da companhia na Alemanha.

Ultrabooks, com o modelo da LG, ainda são pouco populares no mercado por conta do preço
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Ultrabooks, com o modelo da LG, ainda são pouco populares no mercado por conta do preço

"Tem que ser realista com isso. São produtos novos, leva tempo para pegar", disse ao Valor durante evento para a imprensa na IFA, feira de tecnologia realizada em Berlim entre amanhã (31) e 5 de setembro.

Os ultrabooks, que começaram a chegar ao mercado em novembro de 2011, responderam por apenas cerca de 5% do total de laptops vendidos no segundo trimestre, de acordo com estimativa do banco Barclays. A parcela correspondeu a menos da metade do previsto inicialmente pelos fabricantes.

Durante apresentação, Werner falou que os lançamentos que começarão a chegar ao mercado no fim do ano podem ser considerados a segunda onda de ultrabooks. Segundo o executivo, 110 dispositivos estão em desenvolvimento por fabricantes de todo o mundo. Destes, 60 estão em exibição no estande da Intel na IFA. Entre as principais características dos produtos, estão as telas sensíveis ao toque e a capacidade de girar a tela para uso como tablet.

Apesar de atraentes do ponto de vista de design e das características técnicas, os ultrabooks são mais caros do que os notebooks tradicionais. Os primeiros aparelhos a chegar ao mercado eram vendidos por até US$ 1 mil, valor considerado muito alto para os padrões dos Estados Unidos e da Europa. De acordo com Werner, a safra atual tem modelos com preços de US$ 599 - no Brasil um ultrabook pode custar na faixa de R$ 3 mil.

O executivo disse, no entanto, que não enxerga uma redução de preço muito rápida nos próximos dois anos. "É difícil prever se teremos aparelhos a US$ 399 [nesse período]. Se continuar a adicionar recursos, é difícil baixar os preços. E os materiais usados, como alumínio, e as telas sensíveis ao toque, são mais caros", afirmou.

O executivo destacou, no entanto, os esforços da Intel para garantir o sucesso dos ultrabooks. A companhia criou um fundo de pesquisa de US$ 300 milhões para o desenvolvimento de materiais e novas tecnologias para os equipamentos. Fez também acordos com os quatro dos maiores fornecedores de painéis sensíveis ao toque do mundo para garantir que o componente não falte aos fabricantes de PCs.

(Gustavo Brigatto | Valor) (O repórter viajou a convite da Samsung)

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