Pesquisa que inclui internautas brasileiros aponta que quase metade dos entrevistados foi vítima de vírus, fraude ou roubo pela internet em 2011

BBC

Levantamento da Norton sobre crimes virtuais foi feito com mais de 13 mil usuários de 24 países, incluindo o Brasil. Dois terços dos internautas adultos já foram vítimas de crimes virtuais no mundo, segundo o relatório de cibercrime 2012 da Norton, linha de antivírus da empresa de soluções de segurança virtual Symantec.

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A pesquisa, realizada em 24 países, incluindo o Brasil, entrevistou mais de 13 mil usuários entre 18 e 64 anos. Quase a metade dos entrevistados também afirmou que foi vítima de alguma ameaça virtual, como malware, vírus, fraude ou roubo, em 2011.

Segundo o relatório, o custo do cibercrime é estimado em US$ 110 bilhões (R$ 220 bilhões) e atinge cerca de 556 milhões de pessoas todos os anos, número superior à população da União Europeia, ou quase três vezes a população do Brasil.

Desse custo, acrescenta a pesquisa, 42% referem-se apenas a fraudes. Quando se acrescentam nessa lista o ônus relativo a roubos, furtos e reparações, esse índice sobe para 85% do total.

A China é o país que mais perde com o cibercrime (US$ 46 bilhões, ou R$ 92 bilhões), seguida dos Estados Unidos (US$ 21 bilhões, ou R$ 42 bilhões) e Europa (US$ 16 bilhões, ou R$ 32 bilhões). O Brasil também aparece no topo da lista, com um custo anual estimado em US$ 8 bilhões, ou R$ 16 bilhões.

Em termos de número de vítimas de crimes virtuais, a Rússia lidera (92% de internautas ), à frente da China (+84%) e da África do Sul (+80%).

Redes sociais

O relatório da Norton também aponta para uma mudança de paradigma nas ameaças virtuais. No ano passado, mais usuários relataram ter sido vítimas de novas formas de cibercrime, especialmente ligados às redes sociais e aos dispositivos móveis (celulares, tablets, etc.), ao passo que dois terços dos entrevistados afirmaram acessar a internet através desses aparelhos.

Segundo a pesquisa, trata-se de um sinal claro de que os piratas virtuais estão passando a focar seus esforços nas plataformas populares, como Facebook ou Twitter, por exemplo.

No ano passado, diz o estudo, o número de vulnerabilidades somente nos dispositivos móveis dobrou e 31% dos entrevistados afirmaram ter recebido uma ameaça virtual em seus celulares.

Em relação às redes sociais, um sexto dos usuários relatou ter tido seu perfil invadido por um hacker.

Descuido

O relatório indica também que as ameaças ganharam espaço graças ao descuido de internautas. Segundo a pesquisa, dois terços dos usuários não usam nenhuma solução de segurança em seus dispositivos móveis, enquanto quase a metade deles (44%) não sabe sequer da existência de tal ferramenta.

O mesmo porcentual dos entrevistados (44%) também acessa a internet através de redes sem fio desprotegidas.

O estudo destaca ainda que um terço dos entrevistados não sai de sua conta nas redes sociais após cada sessão, enquanto que um quinto deles não checa o conteúdo de um link antes de compartilhá-lo.

Além disso, 36% dos usuários pesquisados confirmaram ter aceito como amigos pessoas que eles não conhecem.

De acordo com a pesquisa, uma das principais barreiras às ameaças virtuais continua sendo o uso de uma boa senha, dado que grande parte dos crimes ainda é realizada através dos e-mails. No entanto, 40% dos usuários não usam senhas complexas ou não as modificam regularmente.

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