Buscador sugere termos ligados à prostituição em pesquisas por nome de ex-primeira dama alemã

O recurso de autocompletar do Google facilita as buscas na ferramenta, mas também pode criar situações constrangedoras. O mais novo exemplo vem da Alemanha, onde Bettina Wulff, esposa do ex-presidente Christian Wulff, está processando o Google por difamação, segundo o site alemão Der Spiegel .

Bettina Wulff quer modificar buscas sobre seu nome
Getty Images
Bettina Wulff quer modificar buscas sobre seu nome

Quando um internauta usa o Google para fazer uma busca pelo nome de Bettina, a ferramenta sugere também termos ligados à prostituição. Na Alemanha, há rumores de que Bettina teria trabalhado como prostituta, mas ela sempre negou essas especulações.

Bettina quer obter uma ordem judicial para forçar o Google desvincular os termos polêmicos de buscas pelo seu nome. A empresa até agora tem se recusado a fazer isso, alegando que o recurso de autocompletar simplesmente reflete as buscas dos internautas.

Recurso polêmico

O recurso de autocompletar usa os termos mais usados pelos internautas como complemento de uma busca. Assim, se muitos internautas buscam, por exemplo, por “Steve Jobs fundador Apple”, os termos “fundador Apple” são sugeridos para quem faz uma busca apenas por Steve Jobs.

No caso de Bettina, a desconfiança de que ela teria sido prostituta levou muitos internautas a fazerem pesquisas associando o nome da alemã à prostituição. Como consequência, esses termos foram vinculados ao nome de Bettina nas buscas.

Esse não é o primeiro caso polêmico envolvendo o recurso de autocompletar. No início deste ano, um japonês processou o Google também por difamação , por ter seu nome vinculado a atividades criminosas em buscas feitas na ferramenta.

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