Após usar prévia da nova versão do sistema operacional da Microsoft por alguns meses, Paul Allen apontou falhas do sistema, mas diz que Windows 8 tem futuro promissor nos tablets

Alternar entre a nova interface do Windows 8 específica para tablets e telas sensíveis ao toque e o modo tradicional desktop poderá confundir usuários do Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft, que será lançada em 26 de outubro. Essa é a opinião de Paul Allen, cofundador da Microsoft, que já está usando a prévia do Windows 8 em um computador e um tablet há alguns meses. Ele publicou uma análise do sistema em seu blog pessoal .

Paul Allen, cofundador da Microsoft, faz análise sobre Windows 8, nova versão do sistema operacional da empresa
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Paul Allen, cofundador da Microsoft, faz análise sobre Windows 8, nova versão do sistema operacional da empresa

"Eu encontrei alguns aspectos intrigantes do Windows 8. A experiência bimodal pode ser confusa para o usuário, especialmente quando duas versões do mesmo aplicativo, como o Internet Explorer, podem ser abertas e executadas simultaneamente", escreve Allen, no blog.

Outra dificuldade, segundo ele, é que os arquivos anexados em e-mails, por exemplo, abrem ora no modo desktop, ora na nova interface do Windows 8.

Para resolver o problema, é preciso acessar as configurações do sistema e alterar, manualmente, as ações que os programas precisam tomar ao abrir arquivos, como PDFs. "No desktop, os PDFs abrem no Adobe Reader, mas na nova interface, abrem no Windows Reader", diz Allen.

Funções pouco intuitivas

Com a mudança da tela inicial do Windows 8, que deixou de ter o menu Iniciar para ganhar a tela iniciar, os usuários deverão rolar a página para a esquerda para ver e acessar todos os ícones de aplicativos instalados no Windows 8. Segundo Allen, para voltar para a versão desktop, o usuário deverá criar um ícone de acesso à área de trabalho ou usar a tecla Windows, no teclado, para acessar o modo tradicional.

"Você pode criar um ícone para abrir a área de trabalho na tela de início, que rodará a aplicação no modo desktop", diz Allen. Por enquanto, segundo Allen, os usuários não poderão configurar o modo desktop como padrão, ou seja, para que o sistema sempre seja iniciado neste modo. "Deveria haver um modo de fazer isso", diz ele, no blog.

O cofundador da Microsoft também criticou o menu Charms, uma barra de ferramentas que aparece na lateral da tela, mas somente se o usuário tocar ou passar o cursor pela região. Essa barra de ferramentas é contextual, ou seja, ela muda de acordo com o aplicativo ou interface do Windows 8 que o usuário estiver usando no momento.

Para Allen, o menu Charms não oferece dicas de que recursos adicionais estão disponíveis quando o usuário inicia um aplicativo no Windows 8. "Pessoalmente, acho que seria importante oferecer alguma dica visual que indicasse que existem comandos disponíveis e como o usuário pode acioná-los", escreveu Allen.

A barra Charms também esconde o botão Liga/Desliga do computador ou tablet, bem como as opções de Logoff e hibernação. Para acessá-las, o usuário deve acionar o menu Charms, acessar as Configurações e, só então, encontrar os botões para desligar o sistema.

Outro aspecto do Windows 8 em sua nova interface que pode confundir os usuários é a nova forma de fechar aplicativos ou janelas do navegador. Mesmo quando a pessoa está utilizando mouse e teclado, é preciso arrastar o aplicativo para a base da tela, como em um movimento de swipe, para fechar o programa. "Não é nada intuitivo", critica Allen.

Windows 8 em tablets

Para Allen, o Windows 8 exige que os usuários façam um pouco de esforço para se adaptar, mas que as pequenas falhas do sistema serão corrigidas na primeira atualização do sistema. "Estou particularmente animado com o futuro do Windows 8 nos tablets. A interface é elegante, responde rapidamente e fica acima de outros tablets do mercado", disse Allen, no blog.

"Telas sensíveis ao toque parecem ser o próximo passo da evolução dos sistemas operacionais e estou confiante que o Windows 8 oferece o melhor dos recursos legados do Windows com um olhar adiante para um futuro muito promissor", escreveu Allen, no blog.

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