Dados da consultoria GfK mostram que explosão nas vendas em todo o mundo deve aumentar faturamento da categoria em 49% até o final do ano

O número de tablets vendidos no Brasil durante os primeiros seis meses de 2012 foi 267% superior ao mesmo período do ano passado, de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira (7) pela consultoria GfK, durante conferência para clientes realizada em São Paulo. Globalmente, a previsão da GfK é de que o faturamento da categoria de tablets aumente em 49% até o final de 2012 e outros 20% em 2013.

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Segundo a GfK, os bons resultados do setor de tablets colocam o Brasil em 11º lugar no ranking de maiores mercados para o produto. O País também fica em terceiro lugar entre os países emergentes que mais consomem tablets. "Em maio de 2012, os incentivos para a produção local do produto permitiram que o País exportasse 15 mil tablets", diz Simone Aguiar, gerente de negócios para varejo da GfK no Brasil.

Em agosto de 2012, último mês analisado pela GfK, os tablets representaram 15% das vendas de computadores no Brasil, atrás dos notebooks que representam 60% das vendas. Um dos fatores que impulsionam os tablets é a queda de preço, por conta da entrada de mais fabricantes no mercado e incentivos fiscais do governo - como a inclusão do produto na Lei do Bem.

Atualmente, o preço médio dos tablets no Brasil é de R$ 968. "Quando estes produtos chegaram ao Brasil só era possível encontrar tablets com preço acima de R$ 1.500", diz Claudia Bindo, gerente de negócios para telecom da GfK no Brasil. As vendas de desktops e netbooks, segundo Claudia, têm sido prejudicadas pelo aumento das vendas de tablets e notebooks no País.

Tablets de 7 polegadas: os favoritos

Na pesquisa, a GfK identificou que os consumidores que querem comprar um tablet se preocupam com a capacidade de memória, sistema operacional, preço, conexão 3G e disponibilidade de aplicativos, nesta ordem. O tamanho de tela preferido do brasileiro que comprou um tablet no período analisado pela GfK é de até 7,9 polegadas, tamanho do primeiro Galaxy Tab, da Samsung, e do Ypy, da Positivo.

Os tablets com tela superior a 9 polegadas, como o Galaxy Tab 10.1 e o iPad, representam atualmente 35% do mercado de tablets no Brasil. Enquanto em 2011, o mercado brasileiro contava com apenas quatro marcas de tablets, agora são 24 marcas que disputam a atenção dos consumidores e 64 modelos de tablets diferentes à venda nas lojas de varejo.

Segundo a GfK, a maior parte dos brasileiros que compraram tablets no primeiro semestre de 2012 (78%) escolheram adquirir o produto por meio de lojas de comércio eletrônico. "As vendas estão crescendo mais no interior de São Paulo e na região Nordeste, principalmente por conta de algumas marcas que estão lançando modelos focados no consumidor emergente, com preço mais competitivo que o das marcas globais", diz Gisela Pougy, diretora de negócios da GfK no Brasil.

No topo da intenção de compra

Os tablets também estão em destaque quando o assunto é intenção de compra para os próximos seis meses. Uma pesquisa de comportamento da GfK, realizada com base em mais de 520 entrevistas pela internet, mostra que 35% dos entrevistados desejam comprar um tablet no próximo semestre.

Nos últimos seis meses, no entanto, os tablets aparecem apenas na sexta posição, entre os produtos que os entrevistados afirmaram que adquiriram no período. A categoria fica atrás de outros produtos como celulares, televisores, smartphones e notebooks.

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