Chega ao fim a fuga do criador da famosa marca de antivírus que era investigado por homicídio em Belize, no Caribe

John McAfee, o fundador da empresa de antivírus que leva seu nome, foi libertado de um centro de detenção nesta quarta-feira e escoltado por agentes da imigração e viaturas de polícia até o aeroporto da Cidade da Guatemala, onde testemunhas dizem que foi colocado em um avião comercial que tinha como destino Miami, na Flórida.

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A escolta até o aeroporto, que foi acompanhada por uma multidão de jornalistas e duas viaturas policiais com sirenes ligadas, marca o capítulo final da fuga de McAfee para evitar um interrogatório policial sobre o assassinato de seu vizinho em Belize .

John McAfee deixa prisão rumo ao aeroporto La Aurora international, na Cidade da Guatemala
AP
John McAfee deixa prisão rumo ao aeroporto La Aurora international, na Cidade da Guatemala

“McAfee entrou ilegalmente no país”, disse Fernando Lucero, porta-voz da imigração. “A Guatemala o está extraditando. Como o país de origem dele é os Estados Unidos, a Guatemala vai extraditá-lo aos Estados Unidos”.

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Em uma das mais badaladas fugas policiais desde o caso O.J. Simpson, McAfee constantemente usava um blog na internet para narrar sua saga a repórteres.

O comboio policial que cruzou a Cidade da Guatemala chamou a atenção da população local e, na chegada ao aeroporto, uma multidão cercou o carro da polícia para tirar fotos de McAfee.

Vestido com um terno preto e camisa branca, McAfee declarou, “estou livre e estou indo para América”.

O empresário também sugeriu que o período que passou preso na Guatemala lhe fez muito mal. “Tudo o que eu posso dizer é que estou 10 anos mais velho e não sei o que estou fazendo. Só sei que estou indo para Miami”, disse.

McAfee foi preso na semana passada por violar regras de imigração após entrar ilegalmente na Guatemala vindo do vizinho Belize, onde as autoridades tentaram interrogá-lo por "possível envolvimento" no assassinato do norte-americano Gregory Faull, vizinho dele em Ambergris Cave, uma ilha no Caribe. McAfee dizia temer que o matassem e que estava sendo perseguido por protestar contra o partido governante do país. O primeiro-ministro de Belize rejeitou as alegações, chamando o norte-americano de paranoico e maluco.

A namorada de 20 anos que o acompanhou desde os primeiros momentos de sua fuga não estava no comboio para o aeroporto. Ela foi vista pela última vez na manhã desta quarta-feira, quando saiu chorando do centro de detenção onde foi deixar um café da manhã para McAfee.

* Com Associated Press e Reuters

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