Empresa anunciará Mega no próximo domingo e espera conseguir autorização judicial para transferir arquivos dos usuários do antigo serviço, após acusações de pirataria

O Mega, novo serviço de armazenamento de arquivos em nuvem que substituirá o Megaupload, oferecerá 50 GB de espaço gratuito para os usuários. A informação foi anunciada nesta quinta-feira (17) por Kim DotCom, fundador dos dois serviços, que pretende fazer o lançamento oficial do Mega neste domingo (20). O endereço do novo serviço será Mega.co.nz.

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A quantidade de espaço gratuito supera, de longe, outros serviços de armazenamento de arquivos em nuvem, como o Google Drive, que oferece 5 GB gratuitos; o Microsoft SkyDrive, que oferece 7 GB gratuitos; e o Dropbox, que oferece apenas 2 GB gratuitos.

Segundo DotCom, os advogados do Megaupload também trabalham para recuperar os arquivos dos usuários do Megaupload, que estão bloqueados e confiscados pela Justiça por conta de acusações de pirataria e lavagem de dinheiro contra os responsáveis pelo site. Os advogados da empresa afirmam estar trabalhando em conjunto com a Electronic Frontier Foundation (EFF), uma entidade que luta pelos direitos dos internautas na web, para reaver os arquivos.

De acordo com mensagem publicada por DotCom no Twitter, se os advogados conseguirem a autorização judicial para transferir os arquivos dos usuários do Megaupload para o novo Mega, os usuários terão de volta seus status de assinantes "premium" e devem ganhar outras facilidades, ainda não reveladas pelo fundador do serviço. "Eu acho que vocês ficarão felizem com o novo Mega", disse DotCom, em uma das mensagens. "É como viajar no tempo. Levaremos vocês ao futuro."

Lançamento em meio à polêmica

A chegada do Mega ao mercado acontece em meio ao processo que julga se Kim DotCom e os outros responsáveis pelo site Megaupload são responsáveis por crimes de lavagem de dinheiro e pirataria online. O caso começou em janeiro de 2012, quando o Megaupload foi fechado e DotCom e outros executivos do site foram presos na Nova Zelândia, em uma operação conjunta da polícia local e do Federal Bureau of Investigation (FBI), dos EUA.

A Justiça dos EUA pediu que a Nova Zelância extradite DotCom, para que ele responda pelos seus supostos crimes nos EUA, contudo o processo ainda está sendo analisado por uma corte na Nova Zelândia. O julgamento do processo de extradição já foi adiado duas vezes e agora está programado para agosto de 2013.

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