Novo tablet é equipado com chip da Intel e vem com Windows 8 Pro na versão completa, mas é quase R$ 600 mais caro que o iPad em versão similar nos EUA

Reuters

SEATTLE - Os críticos de tecnologia dos Estados Unidos deram ao novo híbrido entre tablet e notebook Surface, da Microsoft, recepção em larga medida negativa, o que pode prejudicar as esperanças do grupo quanto a roubar mercado do iPad e MacBook Air, da Apple.

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Surface Pro chega às lojas dos EUA no próximo sábado (9)
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O novo Surface é equipado com chip Intel e conta com o sistema Windows 8 Pro em versão completa, com os quais a Microsoft espera atrair compradores entre as pessoas que produzem, e não só consomem, conteúdo.

A empresa também quer atrair companhias que desejem fornecer aos seus funcionários máquinas leves e móveis que possam ser combinadas facilmente à sua infraestrutura tecnológica e de segurança.

O "Surface with Windows 8 Pro", nome oficial do novo produto, estará disponível no sábado, anunciou a co-presidente da divisão Windows da Microsoft, Tami Reller, no começo da semana, e terá papel importante em promover maior interesse pelo Windows 8 , que foi lançado em outubro, mas até agora não despertou o entusiasmo dos consumidores.

Disponível em versões de 64 e 128 gigabytes (GB), ambas dotadas apenas de conexões Wi-Fi, o Surface Pro tem preço inicial de US$ 899 (cerca de R$ 1.780), desconsiderado o teclado que custa US$ 120 ou mais, vendido como acessório. O preço é mais de US$ 300 superior ao de um iPad comparável, e fica próximo do laptop MacBook Air de 64 GB, vendido a US$ 999.

A Microsoft anunciou que o aparelho seria o primeiro a levar os recursos plenos de seu sistema operacional ao formato tablet sem comprometer sua qualidade. Mas os críticos consideraram que o aparelho se perde no meio do caminho entre os tablets e os computadores, e que o usuário tem de aceitar compromissos demais.

"O tablet operou todo o software que instalei nele, tanto novo quanto antigo, criado para máquinas de mesa, e o fez rapidamente e bem", escreveu Walt Mossberg no blog de tecnologia All Things D.

"Mas o Pro tem alguns aspectos negativos sérios, especialmente como tablet. É pesado, caro e consome energia demais para superar o melhor tablet convencional, o iPad, e é difícil usá-lo no colo. Fica no meio do caminho --um laptop comprometido e um tablet comprometido", ponderou.

Mossberg disse que a bateria do Surface durou menos de quatro horas em seu teste padrão de bateria --metade do tempo oferecido pelo iPad. Ele também expressou preocupação com a memória utilizável na versão de 64 GB.

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