Ao aceitar Bitcoins, moeda virtual que não é atrelada a governos ou bancos, Mega tenta se distanciar ainda mais de investigações sobre o conteúdo armazenado pelos usuários

O Mega , serviço de compartilhamento de arquivos em nuvem substituto do Megaupload, começou a aceitar a moeda virtual Bitcoin como forma de pagamento pela assinatura do serviço.  De acordo com Kim DotCom, fundador do serviço, o pagamento com Bitcoins será realizado por meio do site Bitvoucher.co , que oferece três planos de pagamento pelo espaço oferecido (500 GB, 2 TB e 4 TB) para guardar arquivos no Mega.

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A moeda virtual Bitcoin não funciona atrelada a nenhum governo ou banco. Ao contrário de outras moedas eletrônicas, que existiam só no universo virtual (como o Linden Dollar, do Second Life), o bitcoin é usado para comprar bens reais. A moeda não existe de forma palpável, cada transação é somente um código alfanumérico trocado entre quem vende e compra algo. Como não há bancos ou governos centralizando as operações, elas são praticamente impossíveis de serem rastreadas.

De acordo com o site The Next Web , adotar Bitcoins como forma de pagamento faz sentido para o Mega, cujo fundador enfrenta acusações de pirataria e lavagem de dinheiro na Justiça. Desde que foi lançado, o site tenta se eximir de responsabilidade pelos conteúdos armazenados pelos usuários no site. A primeira ação neste sentido foi a criação de um sistema que criptografa os arquivos no momento do upload, o que oferece uma chave de acesso somente ao dono da conta (e a outras pessoas com quem ele compartilhar a chave).

Para além da nuvem

Durante o final de semana, DotCom também usou sua conta no microblog Twitter para divulgar que pretende, em breve, expandir os serviços prestados pelo Mega. Com isso, a empresa deixará de prestar somente um serviço de compartilhamento de arquivos em nuvem, para oferecer outros produtos como e-mail, compartilhamento de vídeos, ligações de voz sobre IP (VoIP) e bate-papo pela internet.

Segundo o fundador do site, o Gmail (Google), Skype (Microsoft) e iCloud (Apple) não oferecem privacidade suficiente aos internautas, uma vez que seus servidores estão localizados nos Estados Unidos. Com isso, o Mega alega que os usuários estão sujeitos a investigações do governo, o que pode levar a exposição de arquivos armazenados. Os arquivos armazenados no Mega ficam em servidores na Nova Zelância, onde DotCom mora.

Em relação ao quesito móvel, o Mega também não oferece nenhum aplicativo ou site móvel até o momento. O fundador do serviço não divulgou previsão de quando os novos serviços serão lançados.

Veja imagens do lançamento oficial do Mega na mansão de R$ 52 milhões de Kim DotCom:

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