Milionário fundador do site Megaupload terá acesso a material da espionagem feita antes de sua prisão, em janeiro de 2012

Mesmo durante o processo de extradição que enfrenta na Nova Zelândia, por conta de acusações de lavagem de dinheiro e pirataria online por manter o site Megaupload, Kim DotCom poderá se defender na Justiça em relação à espionagem ilegal realizada pela polícia secreta local. A decisão da corte de apelações da Nova Zelândia, que autoriza DotCom a iniciar o processo, foi publicada nesta quinta-feira (7).

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Kim DotCom, fundador do Megaupload, anunciou em janeiro um substituto para o site, o Mega
Getty Images
Kim DotCom, fundador do Megaupload, anunciou em janeiro um substituto para o site, o Mega

De acordo com o site da revista PC World , o anúncio reafirma a decisão da Corte, em dezembro, de colocar o Departamento de Segurança de Comunicações da Nova Zelândia (GCSB, na sigla em inglês) como mais um réu do caso.

DotCom, assim como outros executivos responsáveis pelo site, foram alvos de espionagem a partir de dezembro de 2011 até janeiro de 2012, quando a polícia local, em conjunto com o Federal Bureau of Investigation (FBI), invadiram a casa do fundador do Megaupload.

A ação de espionagem é considerada ilegal já que DotCom e um outro executivo do site são estrangeiros, mas são residentes permanentes da Nova Zelândia. Com a decisão, os advogados de DotCom poderão ter acesso a todo o material colhido pela GCSB e entregue à polícia local. O material bruto das gravações, no entanto, não será entregue ao executivo. 

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