Empresa anuncia nova versão de seu smartphone mais avançado em evento em Nova York (EUA), nesta quinta-feira

Reuters

SEUL - O sucesso do novo smartphone Galaxy, da Samsung, a ser lançado quinta-feira (14) em Nova York (EUA), pode depender de um plano de segurança que garantirá a produção e evitará a repetição dos dispendiosos problemas de fabricação que afetaram o modelo no ano passado.

Galaxy S III ganhará nova versão nesta semana, em evento em Nova York (EUA)
Stella Dauer
Galaxy S III ganhará nova versão nesta semana, em evento em Nova York (EUA)

Alguns analistas preveem que o novo Galaxy S 4 pode superar os 10 milhões de unidades vendidas nos primeiros 30 dias de lançamento, e que quaisquer problemas no suprimento de componentes essenciais podem ser desastrosos.

Os riscos são grandes. Um pequeno problema de produção envolvendo os invólucros do smartphone custou à Samsung 2 milhões de unidades em vendas perdidas quando do lançamento do SIII, em maio do ano passado.

"Pode ser que volte a haver gargalos de suprimento devido à escassez de componentes, mas creio que qualquer interrupção venha a ser muito breve, porque a Samsung está apostando mais no S 4 do que apostou no predecessor, e tem um plano de segurança para evitar imprevistos desse tipo", disse Greg Noh, analista da HMC Investment and Securities.

Depois da gigantesca campanha de marketing que precedeu o lançamento do novo Galaxy, a gigante sul-coreana também corre o risco de ter exagerado na promoção de seu novo modelo, alertam os analistas, afirmando que os consumidores podem se decepcionar se o S 4 oferecer apenas melhoras graduais, e não os recursos deslumbrantes que foram levados a esperar.

A Samsung escolheu os Estados Unidos para o lançamento do novo modelo da série Galaxy, seu maior sucesso de vendas, com a esperança de retomar a liderança do crucial mercado norte-americano.

A Apple ultrapassou a Samsung em vendas nos EUA pela primeira no quarto trimestre de 2012, apesar do investimento recorde de US$ 400 milhões que a companhia sul-coreana fez na publicidade de seus celulares lá no ano passado.

Há muito em jogo para a Samsung, que garante a maior parte de seus lucros anuais de suas vendas de celulares, em um momento em que o crescimento no mercado mundial de smartphones começa a se atenuar.

O presidente da divisão de aparelhos móveis da Samsung e recentemente eleito para o conselho da empresa, J. K. Shin, perderá a primeira assembleia geral de acionistas da Samsung de que poderia participar a fim de comparecer ao lançamento do Galaxy, no Radio City Music Hall.

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