Leitor de RSS do Google, criado em 2005, deixará de funcionar em 1º de julho; Google será notificado quando 150 mil internautas assinarem o documento

Uma campanha online que pede ao Google que desista de cancelar o Google Reader , leitor de RSS criado em 2005, já alcançou cerca de 143 mil assinaturas. A petição, criada há 13 dias pelo norte-americano Dan Lewis, advogado e responsável pela comunicação na organização não-governamental Sesame Workshop, será enviada ao Google quando alcançar 150 mil assinaturas.

LEIA TAMBÉM:
Conheça 5 serviços alternativos ao Google Reader

Novo visual do Google Reader lembra última versão do Calendário e do Docs
Reprodução
Novo visual do Google Reader lembra última versão do Calendário e do Docs

"Essa petição não foi criada só por causa de nossos dados que estão no Reader. Nós usamos seu produto porque o amamos, porque ele faz nossas vidas melhores e porque confiamos que vocês não irão 'bombardeá-lo'", diz Lewis, no texto oficial da petição. Os fãs do serviço podem deixar mensagens por meio da página oficial da petição com razões para o Google voltar atrás e manter o serviço.

A petição não deve ser suficiente para convencer o Google a manter o serviço, apesar da reação negativa dos internautas em relação ao fim do serviço. O Google não revela quantos usuários o Reader possui em todo o mundo, mas, de acordo com o blog All Things Digital , vinculado ao jornal The Wall Street Journal, cerca de 2 milhões de usuários do Reader conectaram suas contas com o aplicativo do Flipboard, o que indica que o número total de usuários é ainda maior.

De acordo com fontes do blog, o Google Reader não contava com um único engenheiro responsável em tempo integral quando a empresa anunciou seu fim. Um dos motivos do cancelamento do serviço, segundo as fontes, seria o investimento que o Google teria que fazer para mantê-lo no ar sem enfrentar problemas relacionados a privacidade dos dados dos usuários, como manter uma equipe jurídica e de especialistas no assunto.

Apesar de o riscos de privacidade serem menores do que em relação a outros produtos que já enfrentaram problemas, como o Google Street View e o navegador Google Chrome, ainda assim a empresa poderia enfrentar problemas caso as políticas de uso de dados do serviço expirassem ou as listas de RSS dos usuários fossem expostas na web. Segundo o blog, o Google não estaria comprometido com o funcionamento do serviço.

Em entrevista ao blog, Nick Baum, um dos primeiros gerentes de produto do Reader (que atualmente não trabalha no Google), acredita que, apesar de o serviço ter reunido milhões de usuários quando foi criado, o número de usuários atual pode não justificar o custo que o Google tem para mantê-lo. "Se um produto do Google para consumidores não está dando lucro, ele não vale a pena se não atrair pelo menos 100 milhões de usuários."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.