Entre as empresas que denunciam Google por monopólio à União Europeia estão Microsoft e sites de viagens online, como TripAdvisor e Expedia

Reuters

BRUXELAS - Rivais do Google podem ter a chance de aumentar a pressão por concessões mais duras do gigante de buscas quando lhes for pedido, possivelmente ainda esta semana, para estudarem as suas propostas para acabar com uma investigação sobre monopólio do mercado de buscas na União Europeia.

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A ferramenta de buscas mais popular do mundo apresentou formalmente um pacote de concessões aos reguladores europeus, na semana passada, e três pessoas familiarizadas com o assunto disseram na segunda-feira (15) que as medidas poderiam ser aplicadas pelos rivais em um teste de mercado esta semana.

As propostas buscam resolver uma investigação iniciada em novembro de 2010 e evitar uma multa que pode chegar a US$ 5 bilhões, caso seja descoberto que a empresa tenha violado regras da UE. "É possível que o teste de mercado comece esta semana", disse uma das fontes, que não quiseram ser identificadas devido à delicadeza da questão.

O porta-voz para a política de concorrência da Comissão Europeia, Antoine Colombani, não quis comentar. O porta-voz do Google, Al Verney, disse que a empresa continua trabalhando em cooperação com a agência antitruste da UE.

Os queixosos contra o Google incluem a Microsoft, serviços de mapas online, pequenas ferramentas de busca rivais em toda a Europa, editoras, sites de viagens on-line, tais como TripAdvisor e Expedia e sites de comparação de preços.

Nem a Comissão nem o Google deram detalhes das propostas. Mas as pessoas próximas ao assunto disseram à Reuters que podem incluir a rotulagem pelo Google de seus próprios serviços para diferenciá-los dos rivais, e também impor menos restrições aos anunciantes. Adversários do Google já indicaram que a rotulagem não vai resolver as suas preocupações.

Quaisquer concessões do Google aceitas pelos reguladores serão válidas por cinco anos na Europa, e serão controladas por um administrador para assegurar seu cumprimento, contou uma das fontes.

Os rivais também poderiam destacar informações confidenciais, como endereços, números de telefone, horário de funcionamento e comentários que eles não querem que o Google use.

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