Serviço de mensagens instantâneas da Microsoft foi criado em 1999 e chegou a desbancar ICQ, mas perdeu popularidade com chegada do GTalk, Skype e chat do Facebook

O Windows Live Messenger, serviço de mensagens instantâneas da Microsoft, deixou de funcionar nesta terça-feira (30), depois de quase 14 anos em operação. O serviço, que estreou em 22 de julho de 1999 nos idiomas alemão, inglês, francês e japonês, chegou a ter 300 milhões de usuários em 2010, mas perdeu relevância nos anos seguintes por conta de ferramentas de chat mais modernas, como o GTalk, Skype e Facebook.

LEIA TAMBÉM:
Órfão do MSN Messenger? Veja como dar os primeiros passos no Skype

Quando chegou ao mercado, o MSN Messenger foi um dos concorrentes do ICQ, comunicador instantâneo mais popular da época. No final de 1999, o ICQ tinha 50 milhões de usuários em todo o mundo. Com as novas versões do aplicativo, o MSN Messenger ganhou mais usuários e desbancou o ICQ. A ferramenta da Microsoft se tornou a ferramenta mais popular de mensagens instantâneas do mundo.

Siga o iG Tecnologia no Facebook

Em 2001, o MSN Messenger passou a suportar grupos de contatos e chamadas de voz. No ano seguinte, a Microsoft adicionou a funcionalidade de enviar arquivos por meio do aplicativo, o que ajudou os usuários que precisavam trabalhar à distância. Somente na versão 6.0, que estreou em 2003, os internautas puderam personalizar sua experiência com o aplicativo, adicionando emoticons às mensagens, trocando a imagem de fundo do aplicativo e colocando sua própria imagem de perfil.

Windows Live Messenger

Windows Live Messenger, de 2006
Reprodução
Windows Live Messenger, de 2006

O MSN Messenger mudou de nome em 2006, quando passou a ser chamado de Windows Live Messenger. Nesta época, ápice de popularidade do serviço, os usuários trocavam 2,5 bilhões de mensagens por dia por meio do Windows Live Messenger.

Em 2009, o serviço da Microsoft alcançou 330 milhões de usuários ativos por mês. Contudo, a popularidade do serviço começou a cair.

O motivo estava na chegada de serviços mais modernos, como o próprio Skype, que começava a ganhar mais força.

Em 2007, o serviço de chamadas de voz pela internet (VoIP) superou a marca de 100 milhões de usuários. O Google Talk também estreou integrado ao Gmail, serviço de e-mail gratuito da empresa, e logo depois passou a funcionar também dentro do Orkut.

Efeito Facebook

Com a popularidade caindo, o MSN Messenger também começou a enfrentar a concorrência do Facebook, que passou a oferecer sua própria ferramenta de chat. Com isso, em 2011, a Microsoft decidiu abandonar o Windows Live Messenger e adquirir o Skype, uma ferramenta de colaboração mais moderna que atenderia tanto os usuários domésticos como os corporativos.

O Skype também ganhou vantagem no mercado por oferecer bate-papo por texto, chamadas de voz e vídeo pela internet, além de chamadas de voz para telefones comuns. No início de 2011, quando a Microsoft anunciou a aquisição do serviço, o Skype tinha 124 milhões de usuários ativos. Atualmente, o Skype reúne mais de 300 milhões de usuários ativos por mês, crescimento de 141% após a aquisição da Microsoft.

A Microsoft anunciou que o Skype substituiria o Windows Live Messenger em novembro de 2011. Na ocasião, a empresa informou os usuários que o serviço seria extinto no início de 2013 em todo o mundo, com exceção da China.

Fim de uma era

O encerramento do Windows Live Messenger representa a terceira mudança radical em produtos realizada pela Microsoft durante 2012. Com a nova estratégia, a empresa tenta se manter relevante no mercado, cada vez mais voltado para dispositivos móveis.

Em julho de 2012, a empresa anunciou um novo serviço de e-mail, o Outlook.com, que ganhou novos recursos, mais modernos, para concorrer com o Gmail. O produto substituirá o Hotmail , serviço de e-mail gratuito da Microsoft, até a metade de 2013. Com o fim do MSN Messenger, a Microsoft iniciou a integração do Skype com o Outlook.com.

A empresa também lançou o Windows 8 , nova versão de seu sistema operacional, no final de 2012. O software chegou ao mercado com uma interface radicalmente diferente da usada nas versões anteriores do Windows.

Demanda por tablets com Windows é fraca, diz Dell

Com a nova versão do Windows 8, a empresa tenta atender ao mercado de tablets, já que a nova interface é otimizada para telas sensíveis ao toque, ao mesmo tempo em que mantém uma interface desktop para aplicativos de produtividade. Contudo, a nova versão do sistema tem obtido pouco sucesso ao tentar ajudar os fabricantes de PCs a retomar as vendas de equipamentos. No primeiro trimestre de 2013, a indústria registrou a maior queda na venda de PCs em quase 20 anos .

    Leia tudo sobre: facebook
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.