Atualmente, cerca de duas mil pessoas têm o Google Glass

O Google Glass, óculos inteligentes do Google, nem chegou ao mercado e já começa a provocar polêmicas. Nesta quarta-feira (8), um representante do casino Caesars Palace, um dos maiores de Las Vegas, informou ao site ComputerWorld que o casino não permitirá o uso do Google Glass na área de apostas.

Sergey Brin, cofundador do Google, e o Google Glass: problemas de privacidade
Reuters
Sergey Brin, cofundador do Google, e o Google Glass: problemas de privacidade

"Leis estaduais proíbem computadores e outros dispositivos que tirem fotos ou gravem vídeos durante as sessões de jogos", disse Gary Thompson, porta-voz do Caesars Palace.

Em resposta à polêmica, um representante do Google disse ao Computerworld que o Glass ainda é um projeto em fase de desenvolvimento e que toda nova tecnologia levanta questões éticas e de privacidade.

O Google Glass só deve ser lançado em 2014, mas unidades de teste já estão nas mãos de cerca de 2 mil pessoas, entre funcionários do Google, desenvolvedores de aplicativos, analistas de mercado e jornalistas. 

Em essência, o Google Glass consiste de uma armação metálica similar à usada em óculos comuns. Sobre o lado direto da armação fica um discreto painel LCD que exibe informações para o usuário. O Google Glass tem conexões Bluetooth e Wi-Fi, podendo assim conectar-se à internet. 

O Google Glass tem também uma câmera que grava vídeos e tira fotos. Mas não há uma luz ou outro recurso que indique claramente quando a câmera está funcionando. Por isso, entidades de defesa de privacidade têm mostrado preocupação em relação ao uso do Glass, já que não é fácil saber quando o aparelho está filmando.

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