Empresa está sob pressão de entidades de defesa do consumidor desde as revelações do ex-funcionário do governo americano Edward Snowden

Em documento enviado à Justiça dos Estados Unidos, advogados do Google defenderam o direito da empresa de monitorar mensagens enviadas a usuários do Gmail por pessoas que usam outros serviços de e-mail. O documento é relativo a uma ação coletiva sobre privacidade, movida no estado da Califórnia. A ação alega que o Google viola leis dos Estados Unidos ao monitorar e-mails do Gmail para servir anúncios e enriquecer seu banco de dados.

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A entidade de defesa de consumidores Consumer Watchdog considerou a postura do Google como uma confissão de culpa. Para a Consumer Watchdog, os advogados do Google declararam claramente que a empresa admite que seus usuários não podem esperar privacidade no Gmail. A entidade recomenda que internautas que se importam com sua privacidade não usem o Gmail.

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No documento, o Google se defende dizendo que qualquer e-mail enviado para o Gmail, mesmo vindo de outros serviços de e-mail, é recebido e processado pelos servidores da empresa. Por isso, quem envia um e-mail para uma conta de Gmail deve estar ciente de que a mensagem será monitorada pelo Google.

Sob pressão

O episódio é mais um no longo histórico de problemas de privacidade enfrentados pelo Google. Mais recentemente a empresa voltou novamente aos holofotes quando Edward Snowden, ex-funcionário da Agência de Segurança dos Estados Unidos (NSA) revelou um ambicioso mecanismo de espionagem que envolvia o governo americano e empresas de tecnologia como Google e Facebook. 

Ao confirmar sua existência, autoridades afirmaram que o programa, chamado de Prism, é permitido sob a lei de inteligência estrangeira que foi recentemente renovada pelo Congresso, e sustentaram que ele atenua a coleta e retenção de informação "incidentalmente adquirida" sobre americanos e residentes permanentes. 

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