Estudo divulgado pela Ericsson revela que apesar do maior nível de desgosto quanto a serviços básicos, paulistano crê em soluções móveis como saída, ao contrário de cidades desenvolvidas

São Paulo é a cidade com o menor nível de satisfação quanto a transporte urbano, lazer e assistência - e também com a maior expectativa de que as tecnologias móveis ajudem a sanar tais problemas, junto a Pequim -, apontou um estudo divulgado pela Ericsson nesta quarta-feira (30), durante o Business Innovation Forum 2013, em Tóquio (Japão).

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Michael Bjorn, da Ericsson: usuário quer serviços móveis, mas não diferencia se oferta deve partir de empresas ou operadoras
Taís Laporta/iG
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Desenvolvido em cinco metrópoles mundiais, o levantamento com 7.500 usuários de smartphones revelou grandes disparidades no quesito transporte. Enquanto a capital paulista manteve uma média de apenas 10% de satisfação (e a chinesa, de 40%), as cidades de Londres (Reino Unido), Nova York (EUA) e Tóquio obtiveram níveis bem superiores, ultrapassando 80%.

"O interessante é que, quando o problema nas cidades emergentes é parecido com o das mais ricas, o primeiro grupo é mais otimista quanto a uma solução através de dispositivos móveis", afirmou ao iG   o chefe de pesquisas do ConsumerLab da Ericsson, Michael Bjorn.

Um exemplo foi a insatisfação semelhante entre São Paulo e Tóquio quanto à falta de comunicação com autoridades locais. Enquanto o primeiro grupo aposta em soluções móveis para amenizar o ruído, o segundo não vê nestas tecnologias um recurso eficiente.

Apesar do contraste entre as cidades emergentes e as desenvolvidas, em um aspecto os usuários concordam: as empresas e operadoras de serviços móveis devem fornecer a solução para amenizar pontos críticos das cidades e oferecer mais qualidade de vida em relação a outros quesitos, como lazer e assistência de saúde.

O estudo mostrou que, para quase metade dos usuários de smartphones, seria interessante ter um aplicativo que forneça informações da melhor qualidade sobre qualquer tipo de locomoção na cidade, de pedestres a motoristas.

Quase 47% dos consultados acreditam que as operadoras de serviços móveis serão fundamentais para prover este tipo de dados, embora eles também depositem essa expectativa em empresas de diversos setores.

"Os consumidores esperam que as empresas invistam em soluções móveis nas áreas em que atuam. Lojistas, companhias de transporte público, restaurantes, montadores de carros podem desenvolver os serviços em suas áreas", diz Bjorn.

Em busca de restaurantes

Outro ponto de forte interesse do paulistano é o serviço online de restaurantes. O consumidor de São Paulo foi o que apresentou o maior interesse no tema, entre as cinco cidades consultadas: 40% deles afirmaram que usariam todos os dias algum aplicativo que fornecesse informações sobre opções gastronômicas.

Enquanto isso, Tóquio possui apenas 10% de interessados, Londres, 22%, e Nova York, 25%. Serviços de reserva online e cardápio virtual também são mais populares em São Paulo, assim como os guias de restaurantes, com 31% de interessados. Para 44% dos usuários das cinco metrópoles, as empresas de internet vão desempenhar um papel importante em soluções como o guia de restaurantes.

"Por ser um serviço que utiliza a internet através de um dispositivo móvel, os usuários não diferenciam se o papel de fornecer as soluções é das empresas ou das operadoras", finaliza Bjorn.

*A jornalista viajou a Tóquio (Japão) a convite da Ericsson.

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