Projetado por empresa russa, Yotaphone tem uma tela de LCD e uma de E-ink, usada em leitores de livros digitais como o Kindle

Vlad Martynov, CEO da Yota, apresenta o Yotaphone
Reuters
Vlad Martynov, CEO da Yota, apresenta o Yotaphone


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MOSCOU (Reuters) - A desenvolvedora russa de modems Yota Devices lançou seu primeiro smartphone nesta quarta-feira, com a esperança de que sua nova tela de dois lados permita que ela entre nos mercados na Europa e no Oriente Médio e tome participação de rivais.

A Rússia é um importante mercado para fabricantes de celulares como Apple e Samsung, mas até agora não teve sucesso no desenvolvimento de smartphones.

A Yota Devices, sediada em Moscou, planeja vender o telefone em 20 países no ano que vem após fazer sua estreia em 2013 na Rússia, Aústria, França, Alemanha e Espanha.

"Se tivermos acertado, ficaremos felizes pois de dois a três anos todos vão nos copiar", disse o presidente-executivo da Yota, Vlad Martynov, se referindo ao sucesso dos iPhones da Apple desde seu lançamento em 2007. Ele atualmente não tem planos para um lançamento no competitivo mercado dos EUA.

O YotaPhone, montado na China a partir de componentes fabricados no Japão e Taiwan, conta com uma tela de LCD iluminado de um lado e uma tela de papel eletrônico projetada para imitar a aparência de tinta comum em papel do outro, que fica sempre ligada.

A tela de papel eletrônico pode exibir mensagens de texto e informações de mídia social, mapas, clima, além de notícias urgentes e funcionar como um livro eletrônico.

O telefone, baseado no sistema operacional Android do Google, estará disponível a partir de 19.990 rublos (600 dólares) em lojas na Rússia, ante um preço de cerca de 29 mil rublos (870 dólares) pelo iPhone 5c da Apple com as mesmas especificações de memória.

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