Serviços de bitcoin chineses não aceitam mais depósitos em yuan

AP

Hong Kong (AP) - O maior serviço de compra e venda de Bitcoin da China afirmou nesta quarta-feira (18) que não aceitará mais depósitos em yuan, o que é mais um baque para a moeda virtual Bitcoin .

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O anúncio feito pelo BTC China em sua conta do Weibo (serviço similar ao Twitter) vem duas semanas após o Banco Central da China afirmar que órgãos do sistema financeiro do país estão proibidos de aceitar moeda virtual.

O site disse que "devido a razões conhecidas por todos, o BTC China tem que interromper temporariamente as funções de depósito na conta em yuan".

Quem tem uma conta no serviço ainda pode recarregá-la com bitcoins e fazer saques em yuan.

"O BTC China vai continuar operando. Por favor continue a acompanhar nosso site, tentaremos oferecer outras formas de depósito", disse o serviço.

O preço do bitcoin despencou depois do anúncio, chegando a um mínimo de 2.503 yuan ((US$ 412) depois de começar o dia em 3.755 yuan (US$ 618).

O Banco Central chinês já havia alertado no início desse mês que o Bitcoin não tem amparo legal ou financeiro e não deve ser usado como moeda, acrescentando ainda que instituições financeiras e serviços de pagamento não podem vender, trocar ou armazenar bitcoins.

As medidas são reflexo da crescente preocupação das autoridades com o bitcoin. Há um temor de que a moeda virutal, que opera de forma independente dos bancos, possa se tornar uma alternativa viável ao yuan, rigorosamente controlado pelo governo chinês.

A anonimidade fornecida pelo Bitcoin traz a promessa de que seus usuários possam gastar dinheiro na internet sem serem monitorados por bancos ou governos. Apesar das altas variações na cotação, a moeda virtual vem crescendo em número de adeptos.

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