Grupo também publicou informações de contato de Steve Ballmer, presidente-executivo aposentado da Microsoft

Reuters

'Não use e-mails Microsoft. Eles estão monitorando suas contas e vendendo dados aos governos', diz mensagem postada pelo EES
Divulgação/EES
'Não use e-mails Microsoft. Eles estão monitorando suas contas e vendendo dados aos governos', diz mensagem postada pelo EES

O Exército Eletrônico Sírio (EES), um coletivo de hackers que apoia o presidente sírio, Bashar al-Assad, assumiu na quarta-feira (1) a responsabilidade por invadir contas do Skype , serviço para fazer ligações pela internet.

O grupo também publicou em sua conta no Twitter as informações de contato de Steve Ballmer, o presidente-executivo aposentado da Microsoft , junto com a mensagem

"Você pode agradecer à Microsoft por monitorar suas contas/emails usando esses detalhes. #SEA".

A mensagem fez uma aparente referência às revelações feitas no ano passado pelo ex-prestador de serviço da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden de que o Skype, pertencente à Microsoft, integrou um programa da NSA para monitorar as comunicações por meio das principais empresas de Internet dos EUA.

Em uma mensagem publicada quarta-feira (1) na página oficial do Skype no Twitter, aparentemente pela ação do grupo de hackers, lê-se: "Não use emails da Microsoft (hotmail, outlook), Eles estão monitorando suas contas e vendendo os dados aos governos. Mais detalhes em breve. #SEA."

Mensagens similares foram postadas na página oficial do Skype numa rede social e em um blog na própria página do serviço na internet, sendo retiradas na própria quarta-feira (1). O EES depois tuitou cópias da mensagem "para aqueles que não viram".

Representantes da Microsoft não estavam disponíveis para comentar.

Parceiras do governo

As práticas da NSA em última instância tornaram a Microsoft e outras empresas de tecnologia em parceiras nos esforços de vigilância do governo contra cidadãos comuns nos EUA e em outros países.

No mês passado a Microsoft se juntou a outras sete entre as principais empresas de tecnologia americanas para pressionar o presidente dos EUA, Barack Obama, em uma reunião na Casa Branca, a conter a espionagem eletrônica do governo.

Empresas de mídia, incluindo o New York Times e a BBC, têm sido alvo repetidas vezes do EES e de outros grupos ativistas de hackers que invadem suas páginas na Internet e controlam suas contas no Twitter.

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