Cerca de 1,5 milhão de smartwatches devem ser vendidos em 2014

Os relógios inteligentes, que ganharam espaço na mídia em 2013 com lançamentos como Pebble, SmartWatch 2 e Galaxy Gear, devem ter vendas maiores este ano. Mas esse tipo de produto ainda precisa encontrar uma função realmente atraente para se tornar popular.

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Essa é a opinião de Shawn DuBravac, economista-chefe da CEA (Consumer Electronics Association), organização que reúne as maiores fabricantes de eletrônicos do mundo. Em apresentação realizada dois dias antes do início da CES 2014 , maior feira de eletrônicos do mundo, o especialista mostrou algumas das tendências do setor para 2014.

"Em 2013 foram vendidos cerca de 1 milhão de relógios inteligentes em todo o mundo. A expectativa é que esse número chegue a 1,5 milhão em 2014 no próximo ano. Mas esse tipo de produto ainda precisa de um 'killer app', um recurso realmente diferenciado, para ganhar a atenção do consumidor comum", disse o especialista durante sua palestra.

O mercado de relógios inteligentes voltou ao noticiário de tecnologia após o lançamento do Pebble, relógio criado por uma pequena empresa com financiamento coletivo. Ao longo de 2013, algumas grandes companhias lançaram seus modelos. A Sony, que já tinha o SmartWatch em 2012, remodelou o produto e lançou o SmartWatch 2. A Samsung chegou ao mercado com o Galaxy Gear , relógio que tem câmera, microfone e alto-falante. Já a Qualcomm lançou o Toq com a função de popularizar a tecnologia Mirasol, usada na tela do relógio. Há rumores ainda de que a Apple teria um projeto de relógio.

3D não "pegou"

Perguntado sobre a tecnologia 3D embutida em TVs, DuBravac admitiu que o recurso não ganhou a popularidade inicialmente prevista. "Do ponto-de-vista da tecnologia, o 3D funciona muito bem. Mas ele realmente não é tão usado por quem tem um aparelho com esse recurso".

O analista observou ainda que as vendas dos aparelhos com 3D vão bem, já que essa tecnologia é padrão em quase todas as TVs mais sofisticadas. "As pessoas acabam levando o 3D no pacote, ainda que não usem a tecnologia", disse.

O 3D foi um dos recursos mais badalados pelos fabricantes há alguns anos. Entretanto, embora a tecnologia tenha evoluído, a quantidade de conteúdo disponível ainda é muito escassa e a situação não deve melhorar muito nos próximos anos. A ESPN, por exemplo, resolveu fechar seu canal 3D no fim do ano passado.

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* O jornalista viajou a convite da Lenovo

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