Gartner afirma que muitos programas não são feitos com foco na receita que podem gerar

Desenvolvedores de aplicativos ainda enfrentam dificuldade em monetizar suas criações
Getty Images/Justin Sullivan
Desenvolvedores de aplicativos ainda enfrentam dificuldade em monetizar suas criações

Se as previsões do Gartner estiverem certas, até 2018, menos de 0,01% dos aplicativos para dispositivos móveis dará dinheiro aos seus desenvolvedores.

LEIA TAMBÉM: WhatsApp e similares impulsionam crescimento no uso de aplicativos

É o que diz a consultoria especializada em tecnologia em relatório divulgado nesta semana. A empresa prevê inclusive que até 2017, 94,5% dos programas baixados em dispositivos móveis serão gratuitos.

No comunicado, Ken Dulaney, vice-presidente e analista do Gartner, afirma que dentre os aplicativos pagos, 90% são baixados menos de 500 vezes por dia, resultando em menos de US$ 1.250 por dia. “Isso só vai piorar no futuro, quando haverá uma competição ainda maior, especialmente em mercados bem-sucedidos”, disse Dulaney.

No comunicado, o vice-presidente do Gartner explica: “o grande número de aplicativos móveis pode sugerir que o dispositivo móvel é o novo fluxo de receita e que vai deixar muitas pessoas ricas. No entanto, nossa análise mostra que a maioria dos aplicativos móveis não está dando lucro e que muitos não são projetados para gerar receita, são usados para construir o reconhecimento de uma marca e um conhecimento de produto ou apenas por diversão. Designers de aplicativos que não reconhecerem isso podem encontrar lucros ilusórios”.

Outras previsões

O Gartner também reforça que até 2017 os navegadores em dispositivos móveis se tornarão cada vez mais uma plataforma de aplicativos mais sofisticados, com 50% dos programas envolvendo o uso de JavaScript, especialmente aqueles que forem atrelados ao sistema (Android, iOS ou Windows).

Ainda assim, o HTML 5, conforme reforça a consultoria, segue como a melhor opção para entregar aplicativos em qualquer plataforma, pois o HTML 5 possibilita o desenvolvimento de programas sofisticados sem comprometer a experiência do usuário.

Entretanto, questões como desempenho, fragmentação e imaturidade ainda vão desafiar os desenvolvedores por vários anos. Segundo a consultoria, eles devem estar cientes de que algumas empresas que produzem navegadores tentarão forçá-los a usar recursos específicos de um determinado browser.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.