Fóruns da internet estavam cheios de reclamações das extensões excluídas, Add to Feedly e Tweet This Page, cada uma com menos de 100 mil usuários

O Google removeu as duas extensões depois de ter sido contatado pelo The Wall Street Journal
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O Google removeu as duas extensões depois de ter sido contatado pelo The Wall Street Journal

O Google removeu de sua loja para o Chrome duas extensões após ter descoberto que o código de ambas disponibilizava anúncios que vão contra os seus atuais termos de serviço.

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De acordo com o The Wall Street Journal , fóruns da internet estavam cheios de reclamações das extensões excluídas, Add to Feedly e Tweet This Page, cada uma com menos de 100 mil usuários.

De acordo com internautas desses fóruns, as extensões foram atualizadas e passaram a mostrar anúncios indesejáveis. Extensões, conforme explica o WSJ, são pedaços de códigos que alteram o navegador, acionando ou removendo funcionalidades.

O Google atualizou as políticas de serviços do Chrome em dezembro justamente para evitar que desenvolvedores usassem extensões para inserir publicidade em mais de um lugar de uma página na internet. Esse tipo de malware, conhecido por adware, coloca anúncios em vários pontos de uma mesma página, inclusive onde normalmente não há publicidade, como na página inicial do Google, por exemplo.

Ainda de acordo com a publicação, proprietários de extensões mais populares dizem ter recebido propostas financeiras para inserir códigos com finalidade semelhante às encontradas no Add to Feedly e no Tweet This Page. Não há nada de errado em eles aceitarem pagamentos para colocar o código de um anúncio em suas extensões. A questão é que é necessário seguir os termos do Google, até porque os próprios usuários se indignam quando encontram anúncios de uma fonte desconhecida.

Muitas extensões são atualizadas após serem instaladas no computador do usuário e o Google não tem um controle do que é modificado. Os desenvolvedores de ambas as extensões disseram quando contatados que venderam suas criações para compradores desconhecidos e que estes injetaram no código a publicidade invasiva.

Um desenvolvedor de uma extensão bastante popular para o Chrome chamada Mel, que tem cerca de 300 mil usuários, postou no Reddit no sábado (18) que ele também foi procurado por esse tipo de empresa. Segundo escreveu, ele já foi procurado por todo tipo de companhia: as que tentam comprar a extensão, aquelas que querem adquirir dados de usuários e empresas de adware que tentam fazer parceria.

O Google removeu as duas extensões depois de ter sido contatado pelo The Wall Street Journal.

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