Em entrevista ao Financial Times, Brad Smith, chefe do departamento jurídico da empresa, afirmou que medida é necessária após a espionagem realizada pelo governo americano

O caso das ações de espionagem da NSA, agência de segurança do governo dos Estados Unidos, continua a repercutir entre as empresas de tecnologia. Nesta quinta-feira (23), a Microsoft anunciou que em breve deve permitir que clientes fora dos Estados Unidos guardem seus dados em outros países.

Em entrevista ao Financial Times , Brad Smith, chefe do departamento jurídico da Microsoft, disse que a medida é necessária após as denúncias de monitoramento ilegal de informações na internet. "As pessoas devem poder saber se seus dados estão sob jurisdição de algum país e também devem ter a possibilidade de fazer uma escolha informada sobre onde seus dados serão guardados", disse Smith ao FT. 

Smith não específicou quando as medidas entrarão em vigor, nem os serviços em que serão implementadas. O executivo reconheceu que as medidas terão um alto custo, mas justificou a estratégia com o argumento de que ela é a melhor forma de atender as necessidades dos clientes da empresa.

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