Estudante de Computação da USP comprou 0,025 bitcoin com R$ 50

Mal a Campus Party abriu as portas da sua área livre e os primeiros bitcoins já foram comprados por Ricardo Macedo, 27 anos, estudante de computação da USP. A transação foi feita na chegada do jovem ao evento, por volta das 11h30 desta terça-feira (28). Ricardo, que já investiu em uma placa de vídeo para minerar a moeda virtual criptografada, comprou 0,025 bitcoin com R$ 50, incluindo taxa de administração de em média 2,5% do Mercado Bitcoin.

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Ricardo Moraes foi primeiro a usar a máquina de bitcoins na Campus Party
Emily Canto Nunes/iG
Ricardo Moraes foi primeiro a usar a máquina de bitcoins na Campus Party

A máquina está instalada na área de livre acesso ao público da Campus Party, mas nem mesmo os sócios do Mercado Bitcoin, responsável pelo “caixa eletrônico”, Rodrigo Batista e Marcos Carvalho, sabem o que esperar da ação.

Essa é a primeira máquina de bitcoins da América Latina, e depois da Campus Party deve seguir para um local de grande circulação de pessoas em São Paulo. Essa também é a primeira vez da dupla no evento que reúne fãs de tecnologia até domingo, 2 de fevereiro, no Anhembi, em São Paulo.

Segundo Marcos Carvalho, muitas pessoas pararam para observar a máquina e máquina, tirar fotos, mas só Ricardo fez transações. A marca só aceita dinheiro e, para comprar bitcoins é preciso ser cadastrado na rede, ou seja, ter um QRCode do sistema ou o código impresso em um papel. O próprio Mercado Bitcoin tem um aplicativo para Android que pode ser baixado por quem se interessar por este novo mercado.

Hoje existem 12 milhões de moedas no mercado. O fato de já se saber quanto de bitcoins existirá no mercado é, de acordo com Rodrigo Batista, inovador, diferente de como as moedas funcionam na vida real, que são influenciadas por diferentes políticas, não só econômica. Ricardo Moraes, entusiasta do Bitcoin concorda que o sistema tem regras muito bem definidas, e que é bastante independente. O jovem já utiliza a moeda virtual para fazer compras de serviços pela a internet.

Mercado Bitcoin é referência em moeda virtual no Brasil

No mercado desde abril de 2013, o Mercado Bitcoin é um site de tamanho médio segundo seus sócios. Em novembro, o Mercado Bitcoin operou R$ 11 milhões em moedas virtuais, bitcoins e litecoins. Em dezembro, foram R$ 10,5 milhões.

Segundo Batista, “90% das pessoas inscritas no site usam os bitcoins como investimento, os outros 10% são pessoas que querem fazer pagamentos em sites estrangeiros e não tem cartão de crédito internacional. No exterior, é mais fácil e barato para fazer pagamentos para pessoas físicas. E, para quem está vendendo, a chance de fraude é menor, pois não é possível cancelar uma transação com bitcoins sem que o outro lado concorde em devolver”.

Nos Brasil, poucas empresas aceitam bitcoins, mas nos Estados Unidos a moeda virtual já começa a ser aceita em algumas lojas físicas. Batista, presidente do  Mercado Bitcoin, é otimista. Em sua opinião, os bitcoins estão hoje como estava a internet em 1994. É uma tecnologia nova, que tem apenas cinco anos. Segundo ele, existe uma necessidade de uma moeda virtual, especialmente para fazer pagamentos anônimos, e a expectativa para 2014 é boa.

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