Fãs do casemod se encontram no evento para mostrar máquinas e trocar experiências

Alexandre "Casemonstro" é figura fácil de encontrar na Campus Party. Seus gabinetes modificados podem ser vistos de longe por quem passa pelo evento.

Assíduo na Campus Party, Alexandre Ferreira, de 39 anos, conta que sua paixão é mesmo pela customização, que ele não liga tanto para hardware quanto outros fãs de casemod. Técnico em eletrônica e autodidata em computação, Alexandre contra com ajuda da mãe Iolanda para tocar o hobby que virou empresa, a Casemonstro.

Veja alguns computadores modificados da Campus Party 2014:

Para a edição de 2014, Alexandre trouxe alguns projetos antigos, como um gabinete transformado em Homem de Ferro, e novidades: um Dalek inspirado na série Dr. Who que fez para seu filho de seis anos, Rafael, e sua versão em miniatura.

“O Dalek grande tem 1,95 cm e é um veículo de transporte para o meu filho. Vai ter uma tela de sete polegadas que mostra a câmera de ré, enquanto pelo olho do robô ele consegue ver o que está na sua volta. Nas costas do robô fica o hardware, que pode ser usado como computador, basta estacionar ele e abrir o compartimento traseiro”, explica Alexandre.

Alexandre Casemonstro, de frente, explica seu Dalek para o público da Campus Party
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Alexandre Casemonstro, de frente, explica seu Dalek para o público da Campus Party

Segundo conta, o casemonstro Dalek é o que tem o melhor hardware de todos que levou para a Campus, mas isso pouco importa, Alexandre quer mesmo é fabricar suas criaturas baseadas em robótica. Além disso, a ideia é que seus projetos aceitem qualquer tipo de hardware, ou seja, que suas invenções possam se adaptar.

O nome “casemonstro” foi cunhado pelo próprio Alexandre, quando ele começou a se interessar por casemod no início dos anos 2000. Ele conta que nunca achou suas invenções parecidas com as modificações tradicionais, que mantém a aparência de gabinetes de computador.

Amigos de casemod

Brian Victor, de 19 anos, também é fã de casemod e prefere a customização. Sentado próximo do grupo de Alexandre, ele diz que gosta de pintar e fazer cortes nos seus gabinetes, mas não abre mão de uma máquina forte o suficente para jogar. De acordo com ele "Battlefield 4" é um dos jogos que mais aproveitam a potência das suas máquinas, que deixam o jogo ainda mais realista. Para a Campus, Brian levou uma das três máquinas que já modificou e que é inspirada na trilogia "De Volta Para o Futuro".

Já Gabriel Andrade, de 24 anos, gosta da personalização, mas se preocupa com hardware. Com suas máquinas – ele já fez nove case modding – o jovem costuma jogar, mas também ajuda a esposa fotógrafa a editar fotos e vídeos. Para a Campus, Gabriel criou uma máquina refrigerada a água que, mesmo com patrocínio da Cooler Master, custou cerca de R$ 4 mil para ser montada, mas que de acordo com ele, valeria R$ 17 mil. "Se alguém quiser comprar ela assim, agora, eu vendo", brinca ele.

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