Com 1,2 bilhão de usuários, rede social de Mark Zuckerberg é sucesso de público, mas enfrenta críticas por falhas ao lidar com informações privadas de usuários

Há dez anos, ainda estudante da universidade de Harvard, Mark Zuckerberg colocava no ar a primeira versão do Facebook. Ainda com o nome de TheFacebook, o site era basicamente um catálogo dos estudantes da universidade e servia apenas como forma de contato entre os alunos.

Zuckerberg: sucesso acompanhado de críticas
Getty Images
Zuckerberg: sucesso acompanhado de críticas

Em 2014, o Facebook ainda mantém sua função de conectar pessoas, mas em escala muito maior. O site é incontestavelmente a maior rede social do mundo, com 1,2 bilhão de usuários.

Com mais de seis mil funcionários, a empresa é dona também do Instagram, serviço de compartilhamento de fotos com mais de 150 milhões de usuários. 

Política de privacidade é principal alvo de críticas

Apesar de todo esse sucesso, as críticas a Zuckerberg e ao Facebook são constantes. E o principal alvo dos críticos é o modo como a empresa lida com os dados de seus usuários. Ao longo dos anos, o Facebook foi processado diversas vezes por supostamente ter usado dados privados de seus usuários de modo incorreto.

Um dos casos mais recentes ocorreu em agosto do ano passado, quando o Facebook teve que pagar US$ 20 milhões de dólares para encerrar um processo nos EUA. Um grupo de usuários acusou a rede social de usar "curtidas" indevidamente para exibir anúncios personalizados. O Facebook optou pelo acordo para evitar que o processo continuasse. No mesmo mês, o Facebook causou polêmica ao mudar novamente sua política de privacidade para aprimorar o reconhecimento de rostos dos usuários .

Mais recentemente, outra ação nos Estados Unidos acusou o Facebook de monitorar mensagens privadas . Segundo os autores da ação, o Facebook estaria monitorando links enviados entre os usuários para estudar seu comportamento e usar esssa informações para fins publicitários. O Facebook nega as acusações.

Além dos problemas com o Facebook, a empresa teve que lidar também com críticas ao Instagram, serviço comprado em abril de 2012. No fim daquele ano, o Instagram alterou sua política de privacidade para permitir que o serviço usasse fotos publicadas por usuários em anúncios publicitários . A forte reação dos usuários levou o Instagram a recuar e anular os novos termos de serviço.

Veja fotos da sede do Facebook nos EUA

Celular ainda é desafio

Outro desafio para Zuckerberg e seu time é como garantir que a supremacia do Facebook no desktop se mantenha também nos celulares. Recentemente, uma leva de aplicativos como Whatsapp, Snapchat e Vine tem se tornado mais popular principalmente entre os jovens, consumindo tempo que poderia ser gasto no Facebook. Como resultado, o Facebook vem passando por uma queda entre usuários jovens .

Uma tentativa recente de ganhar espaço em celulares, o aplicativo Facebook Home para Android afundou. E o primeiro (e único) celular a já sair de fábrica com o Facebook Home, o HTC First, teve vendas baixíssimas. No lançamento do Home, o Facebook disse que outros fabricantes também produziriam o aparelho com o sistema. Mas isso não aconteceu.

Em vez de apostar em uma interface própria para celulares, como no caso do Home, a nova estratégia do Facebook para smartphones é criar vários aplicativos independentes. Essa iniciativa está sendo gerida pelo Facebook Creative Labs e o primeiro aplicativo a sair dessa divisão é o Paper, que por enquanto tem versão apenas para iPhone. 

    Leia tudo sobre: facebook
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.