Uma pesquisa do Instituto Igarapé mostrou como a população de quatro favelas pacificadas no Rio tira partido da difícil relação com as forças do Estado

Brasil Econômico

Instituto Igarapé está divulgando nesta terça-feira (11) uma pesquisa importante sobre o uso das novas tecnologias de comunicação em quatro favelas ‘pacificadas’ do Rio. As aspas, aqui, são minhas, porque a gente sabe que a presença das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) está longe de significar paz nas comunidades. 

Mas esta seria discussão para outro canto. O objetivo do Igarapé foi descobrir não só quais tecnologias estão sendo adotadas, mas também como a população tira partido delas no difícil relacionamento com as forças do Estado — mais especificamente, a Polícia.

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O primeiro ponto que me chamou a atenção foi detectar que os bons e velhos cibercafés estão perdendo espaço nas favelas. Durante muito tempo, as LAN houses foram fundamentais para a inclusão digital de milhares de jovens em todas as comunidades do país.

Pelo que diz o Igarapé, agora as famílias têm acesso à internet em sua própria casa. E um dado curioso: assim como em outros ramos de negócio presentes nas comunidades (como a TV a cabo), as UPPs serviram também para fechar os cibercafés ilegais.

O Igarapé fez a pesquisa “The change face of technology use in pacified communities” entre janeiro e março de 2013. Foram quatro comunidades: Rocinha (69 mil moradores e renda média de US$ 605), Mangueira (20 mil/US$ 446), Batan (17 mil/US$ 166) e Complexo de São Carlos (15 mil/US$ 394). Sendo a mais pobre, a comunidade do Batan ainda mantém mais cibercafés que as outras da pesquisa.

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