Galaxy Gear 2 e Gear 2 Neo trazem medidores de batimentos cardíacos e níveis de estresse; sul-coreana usa sistema Tizen

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Galaxy Gear 2, um dos dois novos relógios inteligentes da Samsung
Divulgação/Samsung/AP - 2.14
Galaxy Gear 2, um dos dois novos relógios inteligentes da Samsung

A Samsung revelou neste domingo (23) dois novos relógios computadorizados – os chamados smartwatches –  que incluem monitores de saúde e dispositivos para atividades físicas. 

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O primeiro smartwatch da compania, o Galaxy Gear, foi lançado em setembro em meio a muito barulho, mas chegou ao mercado sem causar grandes comoções. A Samsung e os demais fabricantes de relógios inteligentes falharam em convencer muitos consumidores de que eles têm de poder checar constantemente as mensagens que aparecem em seus pulsos. Dispositivos de vestir que fizeram sucessos eram mais voltados às atividades físicas, como o Fitbit .

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O novo Gear 2 e o Gear 2 Neo vão ter um medidor de batimentos cardíacos, um pedômetro (que contabiliza passos) e várias ferramentas para exercícios, sono e para medir níveis de estresse. A câmera de baixa resolução de 2 megapixels foi transferida para o corpo central do dispositivos – antes, ela ficava na pulseira.  Não é possível saber se o Neo terá uma câmera.

Também é incerto se os novos relógios vão mostrar o horário continuamente. No Gear original, ele era desligado para economizar bateria, que só durava um dia. Os novos relógios prometem dois ou três dias de autonomia com uso normal, o que os coloca mais em linha com seus rivais.

A Samsung não revelou imediatamente os preços dos novos relógios, mas informou que os equipamentos estarão disponíveis em abril.

Novos modelos usam sistema operacional Tizen

O anúncio foi feito às vésperas do Mobile World Congress (MWC) que ocorre em Barcelona, na Espanha. A Samsung terá um grande evento na noite de segunda-feira (25), durante o qual deve anunciar um sucessor do seu popular smartphone Galaxy S4. 

A companhia decidiu produzir seus mais recentes relógios inteligentes com um sistema operacional pouco conhecido chamado Tizen , em vez do Android , do Google , usado no Gear original. A Samsung busca quebrar o domínio do gigante de buscas nos dispositivos móveis.

Galaxy Gear 2 Neo
Divulgação/Samsung/AP - 2.14
Galaxy Gear 2 Neo

A jogada dá alguma confiança para um sistema operacional que a Samsung e outros apoiadores querem ver em todos os equipamentos, incluindo televisões, geladeiras e carros. A Samsung já tem uma câmera Tizen lançada, mas um telefone com o mesmo sistema ainda está para aparecer, apesar das expectativas durante o ano passado.

Apesar de o Google permitir o uso do Android por qualquer fabricante, o sistema vem com uma série de serviços da companhia americana, como lojas de apps, músicas e vídeos. A Samsung tenta promover suas própriars lojas assim como acaba por confundir os usuários por incluiras duas versões de cada app nos dispositivos.

Para evitar que o Google tenha um domínio semelhante em dispositivos de vestir e em outros equipamentos para além de telefones e tablets, a Samsung tem impulsionndo o Tizen como alternativa. Mas antes de o sistema operacional alçar voo, a sul-coreana precisa que o Gear seja um sucesso.

O Gear original interagia com alguns telefones da Samsung para mostrar e-mails e alertas de textos. Tinha também uma câmera na pulseira para fotos de baixa resolução e um altofalante para fazer chamadas estilo Dick Tracy. A tela de 1,6 polegada mantém o relógio pequeno o bastante – ao menos para homens – para funcionar como um acessório. As pulseiras estão disponíveis em seis cores.

Mas o equipamento tem uma série de defeitos.

O preço, US$ 300 (R$ 708,57) era 50% maior que o do SmartWatch 2 , da Sony . E o Gear funcionava apenas com alguns telefones da Samsung, enquanto os relógios da Sony e da Qualcomm  interagem com uma gama mais ampla de dispositivos como sistema Android de uma série de fabricantes.

Além disso, a seleção de apps no Gear era limitada, e os que estavam disponíveis tinham pouca funciohnalidade. Apesar de o Gear prometer acesso rápido à informação – o que evitaria o ato de consultar o celular constantemente   – muitos dos alertas apenas informam que é necessário checar o telefone para ler uma nova mensagem.

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