Balanços publicados comprovariam que o Mt. Gox ainda tem os bitcoins supostamente roubados em um ataque hacker

CEO da Mt. Gox, Mark Karpeles, pediu desculpas durante uma conferência de imprensa sobre o pedido de falência
Reuters
CEO da Mt. Gox, Mark Karpeles, pediu desculpas durante uma conferência de imprensa sobre o pedido de falência

A comunidade bitcoin está obstinada em conseguir mais detalhes sobre o ataque que levou o Mt. Gox, maior mercado bitcoin, a pedir falência no final de fevereiro após 750 mil bitcoins de seus clientes serem roubados.

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Segundo relato da Forbes , hackers postaram no domingo (9) um arquivo de 716 MB no site pessoal do CEO do Mt. Gox, Mark Karpeles, com dados obtidos dos servidores da empresa. Tais documentos mostram os balanços do mercado em diversas moedas e um saldo de 951.116 bitcoins, o que comprovaria que o suposto roubo em um ataque hacker é uma fraude.

Apesar do Mt. Gozx afirmar ter perdido 850 mil bitcoins em seu pedido de falência (de início, foi divulgado 750 mil), os especialistas na moeda digital não viram nenhuma movimentação desse porte no Bitcoin blockchain, o livro público compartilhado em que todas as operações confirmadas são incluídas.

Os hackers invadiram não apenas o blog pessoal de Mark Karpeles e sua conta no Reddit, como postaram em suas páginas comentários sobre outras falhas do Mt. Gox ao longo de seus três anos de existência. O até então maior mercado de bitcoin com base no Japão saiu do ar, atrasou transações e suspendeu retiradas tantas vezes que um termo foi cunhado pela comunidade para quando algo dá errado: “goxed”.

A Forbes alerta que a veracidade dos documentos compartilhados pelos hackers não pode ser verificada e que alguns membros da comunidade afirmam que o arquivo pode conter um malware que justamente roube bitcoins. Por isso, a publicação não recomenda o download. No entanto, segundo a própria revista, alguns usuários do Reddit encontraram nesses documentos dados de transações suas, o que atestaria a veracidade dos mesmos.

CEO do Mt. Goz, Karpeles não respondeu às solicitações feitas pela Forbes.

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