A internet está no centro do futuro da atividade jornalística. As redes sociais criaram o hábito da leitura em milhões de pessoas que antes não se preocupavam com isso

Brasil Econômico

Se tem algo que tenho lido com muita frequência é sobre o tal do futuro do jornalismo pós-internet.

Não é só por questão de sobrevivência, mas porque, sem dúvida, foi um dos setores mais chacoalhados pela internet. Pois bem. Acabo de ler que o Marc Andreessen acredita que o jornalismo tem futuro, ao contrário do que dizem uns tantos incréus. Foi o Andreessen quem criou o primeiro browser gráfico, bonitinho, tal qual usamos ainda hoje. Antes dele, acredite, navegar na rede era coisa para entendidos. Com isso, Andreessen ficou podre de rico e hoje vive de investir nas empresas de tecnologia. O que ele fala é batata. Batatolina.

Segundo Andreessen, estamos na beirada de um grande boom no mercado de jornalismo — desta vez, tendo a internet como centro dessa nobre atividade. O setor vai crescer entre dez e cem vezes nos próximos 20 anos, disse.

O motivo para esse crescimento é justamente que, nos últimos anos, as redes sociais criaram o hábito da leitura em milhões de pessoas que, até então, não estavam nem um pouco preocupadas com isso. É uma questão cultural e, portanto, meio lenta, mas que produz marcas duradouras.

A partir daí, vamos deixar para trás o achismo com que estamos acostumados a lidar hoje. Voltaremos a respeitar a opinião alheia, mas vamos também necessitar da opinião de quem realmente sabe — e a intermediação voltará a ser necessária. Eis aí a tarefa da imprensa: menos achismo, mais informação. Não é uma mudança tranquila nem imediata. Por isso mesmo, é bom ficar ligado.

Nelson Vasconcelos escreve sobre tecnologia no Brasil Econômico às terças-feiras

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