Para 59,6% dos domicílios do Brasil, o principal motivo para não ter acesso à internet é a ausência de um computador

No Brasil, 40,8% dos domicílios possuem algum tipo de acesso à internet segundo dados de uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que foi feita em 3.810 municípios do País. De acordo com o Sistema de Indicadores de Percepção Social, entretanto, este acesso se concentra nas regiões Sudeste, onde 51,5% das casas têm internet, Sul, com a rede presente em 42,9% dos domicílios, e Centro-Oeste, onde 40,7% dos domicílios possuem acesso à internet.

No Norte e no Nordeste, entretanto, a realidade é outra: 77% dos domicílios do Norte não têm acesso à internet (20,7% possuem e 2,3% não sabem ou não quiseram responder), enquanto no Nordeste são 69,1% de domicílios sem acesso à rede mundial de computadores (29,2% possuem e 1,7% não sabem ou não responderam).

O principal motivo para não ter acesso à internet ainda é a ausência de um computador em casa para 59,6% dos domicílios do Brasil. não ter condições de pagar pelo acesso é a razão para 14,1%, enquanto não ter necessidade ou interesse representa 8,7% dos domicílios, e não saber usar é motivo para 4,3% dos entrevistados. No Brasil, 51,8% dos domicílios no possuem computador em casa.

Outra informação relevante levantada pelo estudo é a proporção de jovens (14 a 25 anos) nos domicílios, pois segundo o Ipea existem indícios de uma correlação entre o jovem e o acesso à internet. De acordo com a pesquisa, 47,2% dos domicílios não possuem pessoas nessa faixa etária de 14 a 25 anos.

No relatório, o Ipea afirma ainda , com base em estudos anteriores, que os patamares de acesso melhoraram significativamente de 2005 para cá. No entanto, as disparidades não diminuíram. Citando dados da Anatel, o Ipea afirma que esses desníveis entre regiões têm relação direta com o baixo nível de competição na oferta do serviço.

Combos, smartphones e fixos

Cerca de 70% dos domicílios do País preferem contratar serviços de telecomunicações separadamente, apesar de ficarem mais caros do que os feitos de forma conjunta, nos chamados planos combo, que são agrupados em um mesmo contrato.

Segundo o estudo, o acesso à TV por assinatura é, entre os serviços de telecomunicações pesquisados, o mais bem avaliado e por meio do qual os planos combo vêm sendo conhecidos.

Outro dado do estudo é que, diferentemente do que indicam os números apresentados pelas operadoras de celular, de que há mais linhas do que habitantes no País, em 15,5% deles ninguém usava telefone celular.

Além disso, de acordo com o instituto, é crescente a proporção de domicílios sem telefonia fixa (45,6%), o que indica que o celular tem substituído as linhas fixas. Essa é a percepção de 59,4% dos entrevistados.

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