IDC aponta diminuição do mercado de computadores de mesa e notebooks em todo o mundo

Brasil Econômico

Assim como os paquidérmicos servidores de outrora, os simpáticos PCs estão saindo mesmo de campo. A consultoria IDC acaba de divulgar que a venda dessas maquininhas caiu 10% em 2013, na comparação com 2012. Apenas 13,9 milhões de PCs saíram das prateleiras no país. É justo? Não sei, mas é da vida. O mercado de tecnologia precisa se reciclar.

Boa parte do que a gente fazia no PC está disponível no smartphone. Internet, por exemplo. A Telebrasil informou semana passada que o Brasil chegou a 140 milhões de acessos a banda larga — sendo que, desse total, nada menos que 102,8 milhões são feitos em celulares ou smartphones. É verdade que continuamos em 84º no ranking mundial de velocidade de acesso, com 2,7Mbps, mas já é algo.

Essa tendência de queda está no mesmo nível que no resto do planeta. As vendas mundiais de PCs caíram 9,8% em 2013. E a previsão da IDC é de que a queda chegue a 6,1% este ano. A mobilidade, afinal, é um caminho sem volta. Daí a saúde do mercado de tablets, que fez a gigante Intel, que deu mole no setor, investir em parcerias com as fabricantes como Dell, HP etc. Com o acesso móvel à rede, aliás, até mesmo programas mais parrudos, como a da suíte Office, da Microsoft, ganharam suas versões para iOS ou Android.

Assim fica difícil para o PC...

Mas uma coisa é certa: os PCs ainda têm espaço, principalmente entre famílias que estão comprando seu primeiro computador — geralmente, de uso coletivo. Taí um nicho de mercado crescente.

* Nelson Vasconcelos escreve sobre tecnologia às terças-feiras no Brasil Econômico

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