Empresa quer dispensar empregados que não estejam totalmente comprometidos com suas funções

Brasil Econômico

Você tem percebido que os seus funcionários andam desestimulados, fazendo corpo mole? Que tal dar um incentivo para que eles peçam demissão?

A Amazon decidiu adotar essa estratégia. Semana passada, começou a oferecer entre US$ 2 mil e US$ 5 mil, de acordo com o tempo de casa, para aqueles que não estejam ‘totalmente comprometidos’ com a empresa.

O chefe da Amazon, Jeff Bezos, escreveu aos acionistas dizendo que o objetivo desse ‘bônus’ é fazer com que os empregados reflitam se estão mesmo a fim de trabalhar. Tem a ver. Segundo pesquisa da Gallup citada pelo ‘Los Angeles Times’, nada menos que 70% dos americanos não estão devidamente ‘engajados’ ou ‘comprometidos’ com suas empresas. Ainda de acordo com a consultoria, a perda de produtividade dessa turma gigante é calculada em algo entre US$ 450 bilhões e US$ 550 bilhões.

Como Bezos disse, ter colaboradores trabalhando onde não querem não é bom nem pro sujeito, nem pra empresa. Se está infeliz, melhor cair fora mesmo. Até porque, vamos combinar, não está fácil pra ninguém, e a fila anda mui rapidamente.

Outras companhias estão fazendo isso lá nos EUA. A Netflix, por exemplo. Mas só as grandes têm fôlego para ações como essas. Afinal, há gastos trabalhistas envolvidos na demissão de funcionários, além dos custos com a captação e o treinamento dos novos funcionários. Você acredita que essa política do “Ame-o ou deixe-o?” possa vingar por aqui?

* Nelson Vasconcelos escreve sobre tecnologia às terças-feiras no Brasil Econômico

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