Google detalha métodos de varredura de e-mails dos usuários do serviço

Brasil Econômico

A Google admite, enfim, que está sempre fuçando o nosso e-mail. Não só ele, mas toda informação que esteja correndo nos seus servidores. O software que faz essa graça está de olho em palavras que possam resultar em anúncios direcionados sob medida para cada usuário. Somos todos consumidores, afinal.

De certa maneira, todos já sabiam disso, mas a atualização dos termos de serviço do Gmail e outros aplicativos da Google, semana passada, deixou essa estratégia mais clara. Dados sobre trânsito ou sobre alguns dos seus horários também são armazenados.

Por essas e por outras, nos EUA, associações tentam processar a Google por invasão de privacidade — conceito cada vez mais antigo, aliás. A questão é que você, quando passa a usar dos serviços Google, está aceitando ser ‘espionado’. Com frequência, aliás, parece que tudo é feito assim para a sua própria segurança. Ou, ao menos, é esse o argumento usado para fazer com que o sujeito deixe ter sua vida bisbilhotada.

Mas os defensores da privacidade insistem. Agora mesmo o ‘Washington Post’ dá conta de que existe um movimento sugerindo que as empresas de comunicação criptografem seus sites, para que os interesses dos leitores estejam protegidos. Como diz o artigo, o jornal impresso não lê você, mas o site — como toda plataforma digital — lê você, sim, e está registrando seus rastros o tempo todo. Será que essa conversa ainda vai evoluir?

* Nelson Vasconcelos escreve sobre tecnologia às terças-feiras no Brasil Econômico

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