Em 2013, 49% das invasões foram atribuídas a China e a outros países da Ásia, mas países da Europa Oriental, especialmente de fala russa, são suspeitas de lançar 21% dos ataques

Reuters

Pesquisadores, empresas privadas e agências públicas contribuíram com dados e atribuíram 1% dos ataques de espionagem a criminosos organizados e 87% a governos
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Pesquisadores, empresas privadas e agências públicas contribuíram com dados e atribuíram 1% dos ataques de espionagem a criminosos organizados e 87% a governos

Os ataques cibernéticos com objetivo de espionagem estão aumentando, com grupos ou governos da Europa Oriental tendo um papel importante, de acordo com um dos mais abrangentes estudos anuais sobre o tema.

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As invasões de espionagem ocorridas em 2013 globalmente foram atribuídas a residentes da China e de outros países da Ásia em 49% das vezes, mas países da Europa Oriental, especialmente nações de fala russa, eram suspeitas de lançar 21% dos ataques, disse a operadora norte-americana Verizon Communications em seu estudo.

Essas foram as áreas mais ativas detectadas no levantamento, que registrou mais da metade de suas vítimas nos Estados Unidos. Cerca de 25% dos incidentes de espionagem não podem ser atribuídos a nenhum país, de acordo com autores do levantamento.

Apesar de o número geral de incidentes de espionagem estudados terem triplicado para 511 em 2013, a maior parte desse aumento ocorreu devido à adição de novos dados na pesquisa.

Mesmo olhando apenas para os mesmos ataques de antes, no entanto, o número de casos subiu, disse o pesquisador da Verizon Bryan Sartin.

Nem todos os casos de espionagem cibernética podem ser atribuídos a governos. Pesquisadores da Verizon, Intel, McAfee, Kaspersky Labs e outras empresas privadas e agências públicas contribuíram com dados e atribuíram 1% dos ataques de espionagem a criminosos organizados e 87% a governos.

Por Joseph Menn.

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