Ex-Google, brasileiro Hugo Barra chefia estratégia de expansão internacional da empresa

Em evento realizado na sede da Xiaomi nesta quarta-feira (23), o fundador e CEO da empresa, Lei Jun, anunciou os planos de expansão para este ano. O Brasil é um dos dez países que devem receber celulares da Xiaomi até o fim de 2014, segundo Jun.

De acordo com o site TechInAsia , especializado no mercado de tecnologia asiático, os outros países da lista são México, Turquia, Vietnã, Rússia, Malásia, Indonésia, Índia, Filipinas e Tailândia. 

Hugo Barra, em foto da época do Google: brasileiro comanda expansão da Xiaomi
Getty Images
Hugo Barra, em foto da época do Google: brasileiro comanda expansão da Xiaomi

A Xiaomi é uma das maiores fabricantes de celular da China e naquele país é conhecida por produzir smartphones com configurações poderosas, acima até de modelos de empresas como Samsung, e com preço baixo. Na China, a Xiaomi também ganha dinheiro com serviços adicionais, como venda de aplicativos e serviços.

Uma matéria recente do Wall Street Journal afirma que a Xiaomi tem cerca de 5% do disputado e fragmentado mercado chinês, fatia superior à da Apple. Diferentemente dos muitos celulares genéricos populares na China, a Xiaomi tem a fama de produzir aparelhos com alta qualidade e possui uma legião de fãs no país. Segundo informações da própria empresa, a Xiaomi atualmente tem valor de mercado de US$ 10 bilhões e três mil funcionários.

No mesmo dia do pronunciamento de Jun, outro fato mostrou intenção de expansão da Xiaomi. A empresa inaugurou seu novo site para o público de fora da China no endereço mi.com. Segundo o Quartz , a Xiaomi teria comprado o domínio mi.com por US$ 3,6 milhões. A ideia da empresa seria se apresentar ao mercado internacional com o nome Mi, mais simples do que o nome original Xiaomi, cuja pronúncia é "xaumi".

Brasileiro comanda estratégia de expansão

Para comandar a estratégia de expansão da empresa, a Xiaomi contratou no fim do ano passado o brasileiro Hugo Barra. Antes de ir para a Xiaomi, Barra foi executivo do Google durante cinco anos e, na época da contratação, chefiava a divisão de produtos Android da empresa. 

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