Interesse renovado em objetos está atraindo mais dinheiro de investidores e motivando um grande número de workshops

Reuters

Nest Labs, empresa comprada pelo Google, fabrica termostatos e objetos para a casa
Divulgação
Nest Labs, empresa comprada pelo Google, fabrica termostatos e objetos para a casa

Na sombra de gigantes da internet como Facebook, Google e Twitter, não é fácil lembrar que o Vale do Silício teve seu começo com a fabricação de rádios, microchips e outros aparelhos.

LEIA MAIS: Internet das Coisas está cada vez mais próxima da realidade

Agora, uma proliferação de ferramentas de manufatura de alta tecnologia, mas ainda econômicas, e novas fontes de financiamento estão dando mais poder a uma geração de empresários e abrindo caminho para um renascimento do hardware.

Inventores estão trabalhando em projetos variados como drones, membros artificiais do corpo humano, joias inteligentes e aparelhos móveis para detectar glúten na comida.

O Google adquiriu em janeiro uma fabricante de termostato, a Nest Labs, por US$ 3,2 bilhões. O Facebook, em março, gastou US$ 2 bilhões em uma startup de realidade virtual chamada Oculus Rift, fundada por um estudante que abandonou a escola. A fabricante de impressora 3D MarkerBot Industries foi vendida por US$ 400 milhões em 2013 para a Stratasys - apenas três anos depois de ter sido fundada por um ex-professor de arte.

Todos esses casos mostram o crescente foco em hardware e o chamado "movimento das fabricantes", varrendo o norte da Califórnia e, de uma forma mais limitada, a Europa e outros países. O interesse renovado em objetos - versus aplicativos ou softwares - está atraindo mais dinheiro de investidores e motivando um grande número de workshops, onde inventores aspirantes podem colocar as mãos em máquinas de moedas computadorizadas e outras ferramentas de alta tecnologia.

"Dois anos e meio atrás, quando começamos, estava difícil", disse Jeremy Conrad, fundador da Lemnos Labs, uma incubadora que fornece financiamento, ferramentas e assessoria para startups que trabalham em produtos físicos. "Agora temos mais relacionamento com investidores interessados em hardware do que empresas precisando de financiamento."

(Por Noel Randewich)

    Leia tudo sobre: facebook
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.