Para Ghassan Dreibi, essa característica faz com que tipos de ataques cibernéticos usados há anos ainda sejam eficazes

Os vírus e outros tipos de malware existentes na internet nunca morrem por completo e continuam a circular na rede, mesmo depois de detectados pelas ferramentas de segurança. Esta característica permite que mesmo ataques usados há mais de 15 anos, como os do tipo DDoS (Denial of Service) continuem existindo e aumentando em quantidade e seriedade.

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Por isso, mesmo não sendo 100% eficientes, os antivírus ainda são importantes e devem continuar sendo usados, já que são responsáveis por evitar cerca de 40% das ameaças existentes. Para lidar com o restante, entretanto, é preciso se preparar para o pior e esperar o melhor, pois novos malware surgem todos os dias.

Esse foi um dos pontos abordados por Ghassan Dreibi, executivo da área de segurança da Cisco América Latina, no evento BeMobile, organizado pela BlackBerry em Miami (EUA).

Leitor de digitais precisa melhorar

Leitor de digitais foi a maior novidade do iPhone 5s
André Cardozo/iG
Leitor de digitais foi a maior novidade do iPhone 5s

Dreibi falou ainda sobre os leitores de digital, encontrados atualmente no iPhone 5s e no Galaxy S5. Para o executivo, esses leitores são um avanço, mas sozinhos não resolvem o problema de segurança.

Ele considera que esse recurso ainda está em fase inicial de desenvolvimento e falta integração com uma infraestrutura maior de segurança, incluindo outros serviços e componentes, para que ele seja mais eficaz. 

Em uma coisa, no entanto, os leitores de digital são um avanço. Para Dreibi, o futuro da segurança, especialmente em uma cenário onde todas as coisas estão conectadas – a chamada Internet das Coisas – passa pelo hardware, que cada vez mais trará soluções integradas a sua arquitetura.

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“Se você tirar uma impressora de um ponto da rede e no lugar colocar um computador, ele não vai conectar porque aquele ponto estará configurado apenas para uma impressora. Hoje, no entanto, não é assim”, exemplificou. Dreibi deu uma palestra nesta terça-feira (13) no Be Mobile Conference, evento da BlackBerry que acontece nesta semana em Miami (EUA).

Há ameaças mais graves do que o Heartbleed

Sobre o Heartbleed, falha de segurança encontrada recentemente no protocolo OpenSSL, usado em boa parte dos sites da internet, Dreibi acredita que existem ameaças maiores para se preocupar. Segundo o executivo, é preciso estar atento e atualizar o que for necessário para se proteger dessa vulnerabilidade, mas esse não é dos casos mais perigosos da história. A brecha Heartbleed surgiu em uma atualização do OpenSSL de março de 2012, mas durante dois anos foi desconhecida.

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Segundo informações do Relatório Anual de Segurança da Cisco 2014, divulgado no início do ano e pontuado por Dreibi no evento, as ameaças atuais estão mais complexas em razão da maior adoção dos dispositivos móveis e da computação em nuvem, que juntos dão aos hackers uma área maior para atacar. Em 2014, as vulnerabilidades alcançaram seu nível mais alto desde que a Cisco começou a medição, em 2000.

Ainda conforme o documento, o Java componente presente em milhões de computadores no mundo, segue sendo um dos principais alvos dos criminosos. Assim como o Android segue como o principal alvo de 99% dos malware desenvolvidos para atacar dispositivos móveis.

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Juan Castro, da Trend Micro, outro palestrante do evento, mostrou números que reforçam o foco cada vez maior nos smartphones e tablets. De acordo com uma análise recente da empresa, em março deste ano as ameaças móveis chegaram a 2,1 milhões, 28% dos quais eram aplicativos maliciosos.

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* A jornalista viajou a Miami a convite da BlackBerry

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