Serviço de streaming de música por enquanto custa US$ 5,99, mas terá o preço convertido para real definitivamente em breve: R$ 14,90 por mês e acesso a todas as plataformas

O dia 28 de maio marca, finalmente, a chegada do Spotify ao Brasil. Depois de meses de suspense, o serviço de streaming de música líder no mundo desembarca no País, mais ainda em dólar: US$ 5,99 (cerca de R$ 13,50 na cotação desta quarta-feira). Por enquanto, a assinatura só pode ser feita com cartões de crédito internacionais, mas assim que os métodos de pagamento nacionais estiverem funcionando, a mensalidade será de R$ 14,90 para todas as plataformas (computadores, tablets e smartphones). Concorrentes estabelecidos no Brasil há mais tempo, Deezer e Rdio já possuem cobrança em real. 

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Para o lançamento, a versão Premium oferece um período de testes de 30 dias. Um plano gratuito com anúncios também está disponível em todos os dispositivos, mas não dá direito a baixar músicas e playlists. 

Marcelo Jeneci, Fernanda Takai e Gaby Amarantos participaram do lançamento do Spotify no Brasil
Emily Canto Nunes/iG
Marcelo Jeneci, Fernanda Takai e Gaby Amarantos participaram do lançamento do Spotify no Brasil





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Com menos de seis anos de existência, o Spotify tem 40 milhões de usuários ativos, sendo 10 milhões pagantes. E, segundo Gustavo Diament, diretor para a América Latina, o Spotify já é a segunda fonte de renda para a indústria da música digital da Europa. Na Suécia, esse percentual chega a 70%, enquanto no Reino Unido a previsão é de que o Spotify represente 1/3 dos rendimentos do mercado até o final do ano.

Lançado em 2008 na Suécia, o Spotify está presente em 57 países, tem 30 milhões de músicas, com cerca de 20 mil faixas sendo adicionadas todos os dias. Como outros serviços de streaming, o Spotify oferece aos seus usuários cerca de um bilhão de playlists, sendo que todos os dias cinco milhões de listas são adicionados ao site por consumidores e por editores da equipe de curadoria do Spotify.

Gustavo Diament, diretor para a América Latina do Spotify
Divulgação
Gustavo Diament, diretor para a América Latina do Spotify

Concorrendo com a pirataria
Sem a presença de Daniel Ek, CEO global da marca, no evento de lançamento em São Paulo, Diament lembrou o passado de pirataria do criador do Spotify. Ek foi CEO do uTorrent, um dos maiores sites de BitTorrent do mundo. O Spotify, de acordo com o executivo brasileiro, é uma solução para a pirataria. "As pessoas não baixavam músicas porque elas gostavam de piratear, mas porque era a forma que mais se adaptava ao estilo de vida das pessoas da época. O Spotify mudou isso com seu modelo de negócio.”

O Spotify remunera os artistas de acordo com a quantidade de reproduções das músicas. Desde sua fundação, o serviço gerou mais de U$ 1 bilhão em royalties referentes a direitos autorais para artistas, compositores, gravadoras e editoras musicais.

Para o diretor do Spotify, o maior concorrente no Brasil não são os produtos similares como o Deezer e Rdio, mas a pirataria. Segundo ele, o serviço chega para aumentar a fatia da torta que é o mercado, porque ninguém despontou ainda. Para Diament, é preciso educar o cliente brasileiro sobre o streaming, de como a tecnologia funciona. “Queremos ajudar o Brasil a fazer algo similar ao que fizemos na Suécia, onde a pirataria de músicas caiu 30% depois da entrada do serviço”.

Contas cadastradas nos EUA
Ao iG,  Gustavo Diament garantiu que usuários brasileiros que usam o serviço com uma conta cadastrada nos Estados Unidos poderão trazê-la para o Brasil, basta entrar em contato com o suporte do Spotify. Segundo ele, a empresa já conta com uma equipe local para atender a demanda dos consumidores.

Entenda a diferença do plano Free e do Premium do Spotify
Reprodução
Entenda a diferença do plano Free e do Premium do Spotify


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