Conhecido como Sabu, Hector Monsegur colaborou com autoridades dos EUA para desmantelar grupo conhecido como LulzSec

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NEW YORK (AP) — Um hacker que ajudou o governo americano a combater centenas de ciberataques do grupo conhecido como Anonymous a agências governamentais se saiu bem da audiência que decidiu seu processo. 

Agora livre, Monsegur deixa tribunal após audiência
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Agora livre, Monsegur deixa tribunal após audiência

A juíza Loretta A. Preska ressaltou a "extraordinária cooperação" de Hector Xavier Monsegur antes de afirmar que ele não deve cumprir pena extra, além dos sete meses que já cumpriu há dois anos. Crimes de invasão a sites do governo podem render até 20 anos de prisão nos Estados Unidos. 

"Foi realmente extraordinária", disse a juíza sobre a cooperação de Monsegur, observando que ele trabalhou arduamente por meses, ajudando o governo a prevenir cerca de 300 cibeataques nos últimos três anos. 

A juíza também elogiou Monsegur, de 30 anos, por tomar conta de um primo mais jovem, mesmo quando esteve sob ameaça de outros hackers após sua identidade ter sido revelada. 

"Não sou a mesma pessoa de quatro anos atrás", disse Monsegur, que foi preso em junho de 2011 e admitiu envolvimento com ciberataques dois meses depois.

Durante seu período de colaboração com o governo americano, em um episódio Monsegur conseguiu descobrir que a ameaça de invasão a sistemas de energia elétrica era apenas um boato. Isso economizou tempo e esforços dos agentes federais. 

De acordo com o processo, Monsegur começou suas atividades como hacker em 1999, invadindo milhares de computadores nos anos seguintes. Entre 2004 e 2006 ele criou sua própria empresa de segurança digital.

Em 2006, Monsegur reiniciou suas atividades como hacker, roubando cartões de crédito e informações sigilosas, segundo a promotoria.

Em entrevista concedida à New Scientist em 2011, Monsegur disse que se juntou aos hackers do Anonymous porque ficou irritado com a prisão de Julian Assange, do Wikileaks.

A partir de 2011, já com o apelido de Sabu, Monsegur liderou um grupo de hackers chamado LulzSec. Esse grupo invadiu redes de empresas como Fox Network, Nintendo e PayPal. O grupo tinha laços com Jeremy Hammond, o cibercriminoso mais procurado pelo FBI.

Depois de sua prisão, Monsegur passou a cooperar com o FBI, revelando informações sobre outros integrantes do Anonymous. Agora, o advogado de Monsegur, Philip Weinstein, afirma que seu cliente procura emprego e pode até trabalhar para o governo. 

"Ele ensinou ao governo coisas que eles não sabiam", diz Weinstein.

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