A companhia entrou com pedido de proteção contra falência em março para evitar que clientes nos Estados Unidos tivessem acesso a seus ativos no país como servidores

Reuters

Mark Karpeles, executivo da empresa, pediu desculpas durante uma conferência de imprensa realizada em Tóquio, no Japão
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Mark Karpeles, executivo da empresa, pediu desculpas durante uma conferência de imprensa realizada em Tóquio, no Japão

O Mt. Gox, bolsa de bitcoin baseada em Tóquio que entrou em colapso, recebeu nesta terça-feira (17) proteção judicial contra falência nos Estados Unidos, enquanto espera aprovação de um acordo com usuários norte-americanos e a venda de seus negócios.

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A Mt. Gox já foi a maior bolsa de negociação da moeda digital, mas teve de fechar seu site este ano depois de perder cerca de 850 mil bitcoins - avaliadas em mais de US$ 500 milhões a preços atuais - em um ataque hacker. Mais tarde a empresa afirmou que encontrou 200 mil bitcoins.

A companhia entrou com pedido de proteção contra falência em março para evitar que clientes nos Estados Unidos tivessem acesso a seus ativos no país como servidores.

Desde então, a empresa e os usuários que abriram processo coletivo contra ela chegaram a um acordo, que está esperando aprovação final por um tribunal federal norte-americano em Chicago.

Sob o acordo, clientes da empresa nos EUA e Canadá vão dividir os 200 mil bitcoins detidas pela Mt. Gox e compartilhar uma participação de 16,5% depois que a companhia for vendida.

A Sunlot, uma empresa apoiada pelo ex-ator mirim Brock Pierce e o investidor de risco William Quigley, propôs comprar a Mt. Gox por um bitcoin, ou cerca de US$ 600.

A oferta da Sunlot precisa ser aprovada por tribunal em Tóquio que está supervisionando o processo de falência da companhia.

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