Jack Halprin teria despejado famílias de condomínio sem aviso prévio

Manifestante protesta contra Jack Halprin, funcionário do Google
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Manifestante protesta contra Jack Halprin, funcionário do Google


O Google I/O é o evento anual em que o Google divulga novidades de seus produtos e sistemas. Mas a edição deste ano teve um momento inusitado, sem relação alguma com tecnologia. Durante a apresentação de Dave Burke, diretor de engenharia do Android, uma mulher invadiu o evento para protestar contra Jack Halprin, alto funcionário da área de advocacia do Google. 

A mulher não identificada faz parte de um grupo que protesta contra Halprin desde fevereiro deste ano. Segundo o grupo, Halprin teria despejado sem aviso prévio seis famílias que moravam em um prédio de sua propriedade, numa área valorizada da San Francisco.

Segundo os ativistas do grupo Anti-Eviction, Halprin comprou o prédio há dois anos e se mudou para lá, ocupando um dos apartamentos e alugando os outros seis. No início deste ano, ele teria despejado forçadamente as outras seis famílias do prédio, sem aviso prévio. Entre as pessoas despejadas por Halprin estariam duas professoras de escolas públicas de San Francisco.

A atitude de Halprin é baseada no Elllis Act, uma lei da Califórnia que permite o despejo imediato de inquilinos, desde que o proprietário pague um valor mínimo de cerca de US$ 5 mil aos despejados. O valor varia dependendo no número de pessoas na família, quantidade de crianças, pessoas idosas e outros fatores.

Halprin não se pronunciou sobre o episódio. Os inquilinos despejados afirmam que ele estaria planejando alugar os imóveis novamente por preços mais altos para pessoas com mais dinheiro ou vender o prédio e o terreno.

San Francisco tem alta valorização de imóveis

O protesto contra Halprin é apenas mais uma demonstração das polêmicas que envolvem o aluguel de imóveis em San Francisco. Nos últimos anos, como consequência do sucesso das empresas de tecnologia, os aluguéis da cidade têm aumentado fortemente, e muitos moradores antigos não têm como pagá-los.

Parte da população culpa empresas de tecnologia como Google e Twitter pelos aumentos. Os funcionários dessas empresas costumam ter bons salários e podem arcar com as crescentes despesas de aluguel. 

Veja imagens do Google I/O


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